Um vídeo recentemente compartilhado nas redes sociais revela o influenciador digital Thiago Jatobá, que, junto com alguns amigos, adentrou a área restrita da pista de decolagens do Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido como Galeão, no Rio de Janeiro. As imagens, que se tornaram virais na terça-feira (20/5), inicialmente pareciam uma simples aventura, mas agora estão sob investigação, uma vez que a Polícia Federal está analisando o incidente como um possível ataque à segurança da aviação.
O vídeo mostra Jatobá e seus amigos assistindo a pelo menos três decolagens em uma zona proibida próxima à cabeceira 28. Durante a gravação, o influenciador descreve sua experiência enquanto o grupo atravessa uma vegetação e salta uma cerca com arame farpado para se aproximar da pista, alegando que o objetivo era “ver de perto uma decolagem”.
Para evitar serem detectados, os jovens se agacham e apagam as luzes de seus celulares. Em um momento do vídeo, um avião decola a poucos metros deles. A Polícia Federal anunciou que está conduzindo uma investigação para identificar todos os envolvidos. O artigo 261 do Código Penal brasileiro considera crime expor uma aeronave a perigo ou dificultar suas operações, com penas que variam de 2 a 5 anos de prisão, além de outras punições.
A PF também está averiguando se houve intenção de obter lucro, o que poderia resultar em multas. A concessionária RioGaleão, responsável pela administração do aeroporto, declarou que está colaborando com a investigação e qualificou o episódio como uma séria violação das normas de segurança da aviação civil, ressaltando que tais ações representam riscos à vida humana e à operação segura do tráfego aéreo.
Embora a publicação original do vídeo tenha sido removida, já havia se espalhado amplamente, provocando críticas e indignação nas redes sociais. Thiago Jatobá, que possui mais de 128 mil seguidores apenas no Instagram, é conhecido por compartilhar vídeos de suas aventuras extremas relacionados ao surfe e bodyboard. Se a Justiça determinar que houve um verdadeiro risco à navegação aérea, Jatobá e os outros participantes poderão enfrentar consequências legais, incluindo a possibilidade de prisão ou penalidades financeiras.
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