Na tarde desta terça-feira (20/5), o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD-RS), anunciou que a suspeita de infecção humana por gripe aviária em um funcionário de uma granja em Montenegro foi descartada. A confirmação veio da Secretaria de Saúde, que informou que o teste realizado apresentou resultado negativo para a doença.
O trabalhador, que havia mostrado sintomas gripais semelhantes aos da gripe aviária, foi colocado em isolamento após ter tido contato direto com aves infectadas pelo vírus H5N1. A amostra coletada foi enviada à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), situada no Rio de Janeiro.
Em nota, o Ministério da Saúde reiterou a negativa da infecção. “Nesta terça-feira (20/05), a Fiocruz, que é o laboratório de referência para este tipo de exame, confirmou que o teste para a doença foi negativo. Até o momento, não existem outros casos suspeitos ou em investigação no Brasil”, afirmou a pasta.
O exame PCR realizado no trabalhador não detectou nenhum tipo de influenza. O ministério ainda destacou que o risco de infecção humana é considerado baixo, ressaltando que a transmissão não ocorre pelo consumo de carne ou ovos, mas sim por contato direto com aves doentes ou ambientes contaminados. “Portanto, a medida preventiva mais eficaz é evitar o contato com aves mortas ou doentes”, complementou.
Na semana anterior, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) havia confirmado o primeiro foco de gripe aviária em uma granja comercial no Brasil, localizada em Montenegro. Após essa confirmação, oito países, incluindo China e Argentina, assim como a União Europeia, suspenderam a importação de carne de aves do Brasil. Recentemente, o Japão também anunciou uma suspensão parcial de suas importações.