Gilson Machado, ex-ministro do Turismo, lançou neste fim de semana uma nova iniciativa para arrecadar fundos em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele afirmou que, no último ano, o ex-presidente teve despesas que somaram aproximadamente R$ 8 milhões – quase 50% do total obtido em uma campanha de arrecadação virtual realizada há dois anos. Esses gastos incluem, principalmente, custos hospitalares e honorários advocatícios relacionados a processos no Supremo Tribunal Federal (STF), no contexto da investigação sobre uma suposta tentativa de golpe.
Conforme um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em 2023, Bolsonaro recebeu doações que totalizaram R$ 17,2 milhões por meio de transações via Pix entre 1º de janeiro e 4 de julho. De acordo com Machado, quase metade desse valor foi destinada a passagens e deslocamentos do ex-presidente em todo o país.
“A nossa intenção é pedir apoio, e nunca tirar dos aposentados ou dos cidadãos brasileiros, ao contrário do que a esquerda tem feito”, declarou Gilson Machado em um vídeo compartilhado nas redes sociais. Ele acrescentou: “Vocês não têm ideia da nossa preocupação com as despesas, que têm várias origens. Em apenas um ano, foram gastos cerca de R$ 8 milhões. Contribua com o que for possível, mas se não puder, apenas compartilhe essa mensagem. É simples assim.”
Na gravação, o ex-ministro enfatiza que não se trata de um golpe, destaca que não é uma inteligência artificial e até divulga o CPF de Bolsonaro para facilitar novas doações. “O dinheiro já começou a se esvair e por isso estamos preocupados. Não vamos permitir que o presidente fique sem recursos para pagar advogados”, afirmou.
Conforme reportado pelo Metrópoles em dezembro do ano passado, Bolsonaro já havia utilizado parte desse montante para quitar honorários advocatícios, receando que seus bens fossem bloqueados por ordem do ministro Alexandre de Moraes. O restante do valor arrecadado foi aplicado. As doações foram coletadas por um grupo de apoiadores do ex-presidente, com a finalidade de ajudá-lo a cobrir multas judiciais. O relatório do Coaf, que foi enviado à CPI dos Atos Antidemocráticos no Congresso Nacional, revelou que essas informações se referiam ao período de janeiro a julho de 2023. Em uma entrevista em março deste ano, Bolsonaro declarou que só conseguiu honrar os pagamentos de seus advogados devido à arrecadação feita por seus apoiadores.