Na última sexta-feira (16/5), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou que não tem intenção de deixar o Brasil e está preparado para ser preso, mesmo acreditando que sua morte acontecerá atrás das grades e que isso não deve demorar, considerando que já tem 70 anos e recentemente passou por uma cirurgia complexa. Essa declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo para a rádio Auri Verde Brasil, referindo-se ao processo no Supremo Tribunal Federal (STF), onde é réu sob a acusação de liderar uma suposta tentativa de golpe de Estado contra a vitória de Lula (PT) em 2022.
“Com 40 anos de prisão nas costas, não tenho a quem recorrer, vou morrer na cadeia […]”, afirmou. Em outro trecho da live, Bolsonaro provocou: “Não pretendo sair do Brasil. Prendam-me. Está previsto 40 anos de prisão, então, me prendam. Já estou com 70 anos, quase morri na última cirurgia, e a minha hora vai chegar logo.”
O ex-presidente é alvo de um processo que investiga uma suposta conspiração golpista realizada em 2022 com o intuito de impedir a posse do presidente Lula. Se condenado, ele poderá enfrentar uma pena superior a 40 anos de reclusão. Durante sua participação na rádio, Bolsonaro argumentou que não poderia ter participado do golpe de Estado, pois estava nos Estados Unidos durante os ataques de 8 de janeiro em Brasília, repetindo a defesa apresentada por sua equipe.
“[…] Qual é o crime? Um crime impossível, um golpe da Disney. Estava em Orlando, junto com o Pateta, a Minnie e o Pato Donald, programando esse golpe”, ironizou em sua fala.
Entretanto, os ministros Cristiano Zanin e Flávio Dino, do STF, esclareceram durante o julgamento que resultou na sua condição de réu em março, que a presença do acusado no dia 8 de janeiro não é uma condição necessária se ele teve alguma contribuição para que os eventos ocorressem.
Na quarta-feira, o ex-presidente anunciou que estará em Fortaleza na próxima semana para retomar sua agenda política. Ele passou 21 dias internado em Brasília em maio, após uma cirurgia de desobstrução intestinal. Sua primeira aparição pública pós-UTI do Hospital DF Star ocorreu na quarta-feira (7/5), quando, mesmo ainda em recuperação e com recomendação médica para evitar aglomerações, compareceu a um ato em apoio à anistia ao lado de seus apoiadores.
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