Em um cenário de prejuízo que ultrapassa os bilhões em 2024, os Correios estão se preparando para lançar um selo em homenagem à reforma agrária, em colaboração com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Essa iniciativa suscitou uma onda de críticas por parte da oposição ao governo do presidente Lula (PT), intensificando as queixas sobre a gestão da empresa pública sob a administração atual.
Em comunicado, a estatal informou que está “em estágios iniciais” de negociação com o MST para a criação do selo. “A arte do selo, assim como a data de lançamento, serão anunciadas em breve”, revelou a empresa.
“Sim, a empresa que acumula R$ 2,6 bilhões em perdas agora celebra um movimento que invade terras, desrespeita a lei e ataca propriedades privadas. Enquanto os aposentados enfrentam dificuldades, os Correios utilizam recursos públicos para promover o ‘Abril Vermelho’”, criticou o deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara, em suas redes sociais.
O deputado federal Kim Kataguiri (União-SP) também se manifestou, acusando os Correios de se tornarem defensores de causas militantes que visam atacar opositores.
Além disso, o senador Márcio Bittar (União-AC) protocolou um pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar a situação da estatal. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) endossou essa solicitação.
“Os Correios estão se afundando nas mãos do PT. Nós vamos investigar e responsabilizar os responsáveis”, declarou Flávio em um vídeo, solicitando que seus seguidores pressionem os senadores em favor da CPI.
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