Na tarde desta sexta-feira (16/5), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) comunicou que está empenhado em convencer os países importadores de frango brasileiro a aceitarem que o embargo às proteínas animais seja restrito apenas à área de 10 quilômetros em torno do foco de contaminação. Essa declaração surge em meio aos bloqueios de importação de carne de frango do Brasil, já implementados por nações como China, União Europeia e Argentina, após a confirmação do primeiro caso de gripe aviária em uma granja comercial no Rio Grande do Sul.
A nota do ministério enfatiza a relevância da regionalização, considerando que o Brasil ocupa a posição de maior produtor e exportador de carne de aves globalmente, possuindo dimensões continentais que superam 8 milhões de quilômetros quadrados, o que implica longas distâncias e deslocamentos. “É fundamental que se reconheça a regionalização neste contexto”, destaca o comunicado.
A justificativa do Mapa para limitar a restrição ao raio de 10 km do foco de contaminação é fundamentada no princípio de regionalização, conforme as diretrizes da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). De acordo com o ministério, países como Japão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Filipinas, que também importam carne do Brasil, já aceitaram a regionalização dos embargos. Contudo, o Mapa admite que, em relação à União Europeia e à China, as restrições se aplicam a todo o território brasileiro devido a acordos estabelecidos.
O ministério expressa gratidão pela confiança contínua no sistema sanitário do Brasil e disponibiliza sua equipe técnica altamente qualificada para esclarecimentos. “Assim, não há um embargo geral sobre a exportação de produtos avícolas do Rio Grande do Sul”, reforça o Mapa. Além disso, o comunicado ressalta que o Brasil tem atuado com transparência e responsabilidade, adotando medidas eficazes para isolar, controlar e erradicar o foco de contaminação.