Na noite desta segunda-feira (12/5), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que a Polícia Federal (PF) deve fornecer um link para as defesas do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de outros sete réus envolvidos no inquérito relacionado à suposta trama golpista, permitindo-lhes acessar as provas reunidas pela PF. Moraes já havia solicitado que as defesas dos membros do núcleo 1 da investigação indicassem quais advogados teriam permissão para consultar o material da PF. Apenas a defesa do general Augusto Heleno não apresentou o nome de um representante para esse acesso.
O ex-presidente compareceu ao evento mesmo após ter se submetido a uma cirurgia recentemente. O almirante Almir Garnier Santos foi mencionado por Mauro Cid como um defensor de ações golpistas, enquanto Anderson Torres foi indiciado pela PF. O general Heleno, que atuou como chefe do GSI durante o governo Bolsonaro, e o tenente-coronel Mauro Cid também estão entre os citados. O general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, ex-ministro da Defesa, e o general Braga Netto, que está detido desde dezembro, são outros nomes importantes nesse contexto.
Em 26 de março de 2025, a Primeira Turma do STF aceitou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), tornando réus os integrantes do núcleo 1 da alegada trama golpista. Eles foram acusados de participar de uma tentativa de golpe para manter Bolsonaro no poder após as eleições de 2022. Com a aceitação da denúncia pela Suprema Corte, uma fase de instrução processual teve início, na qual serão coletados depoimentos de testemunhas e dos acusados, além da apresentação de provas. Após essa etapa, o STF realizará um novo julgamento para determinar a culpabilidade ou inocência dos envolvidos.
Fique por dentro das notícias do Brasil em tempo real! Acesse o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp ou no Telegram.