Nesta segunda-feira (12/5), os Correios revelaram um pacote de sete iniciativas que integram um plano voltado para a redução de custos. As ações foram divulgadas logo após a publicação do balanço de 2024, que indicou um prejuízo de R$ 2,6 bilhões. Sob a presidência de Fabiano Silva dos Santos, a empresa é a estatal federal que apresentou o maior déficit no último ano, totalizando R$ 3,2 bilhões.
As medidas visam, segundo a administração, otimizar os processos, melhorar a eficiência e aumentar a capacidade de investimento da companhia. Esta não é a primeira vez que a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos implementa ações para controlar os gastos, uma vez que já enfrenta rombos financeiros há alguns anos, sendo o prejuízo em 2023 de R$ 597 milhões.
Apesar das dificuldades financeiras, a possibilidade de desmantelar o monopólio estatal ou privatizar a empresa não está em discussão no governo Lula (PT). A administração busca outras formas de aumentar a arrecadação, como a retomada de projetos que haviam sido abandonados, incluindo parcerias com empresas privadas de marketplace.
Em uma coletiva de imprensa realizada em janeiro de 2025, a secretária de Coordenação das Estatais, Elisa Leonel, destacou que os Correios têm compromissos financeiros que são quitados com recursos próprios e mencionou que a crise nos serviços postais é uma questão global.
“Os debates indicam que existem grandes oportunidades para incrementar receitas que foram deixadas de lado pelo governo anterior, que priorizou a privatização dos Correios”, afirmou, acrescentando que projetos de negócios complementares que já estavam sendo discutidos foram abandonados. “Não citarei exemplos específicos, mas todos os contratos de parceria com empresas privadas de marketplace foram encerrados e estão sendo revigorados”, completou.
O governo de Lula começou a frear os planos de privatização das estatais que foram iniciados durante a administração de Jair Bolsonaro (PL) no começo de 2023. Além dos Correios, o governo atual retirou do Programa Nacional de Desestatização (PND) empresas como a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Dataprev e Serpro.
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