Na última sexta-feira (9/5), a Justiça do Ceará impôs uma pena de 790 anos e quatro meses de prisão a Ednardo dos Santos Lima, responsável pela morte de 14 indivíduos e por deixar 15 feridos durante a tragédia conhecida como a chacina do “Forró do Gago”. Ele se tornou o primeiro acusado deste caso a ser julgado em um júri popular.
O julgamento ocorreu na 2ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza, onde um conselho formado por sete jurados declarou Lima culpado pelos crimes de homicídio consumado em 14 ocasiões, tentativa de homicídio em 15 situações e por sua associação a uma organização criminosa.
Conforme informações do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), a pena de Ednardo será cumprida imediatamente. Ao todo, 15 pessoas foram acusadas de participação na chacina, e após a conclusão da fase de instrução, o juiz da 2ª Vara do Júri decidiu que oito réus seriam levados a júri popular.
O TJCE destacou que o caso é considerado de alta complexidade devido ao grande número de réus e vítimas, além de contar com mais de seis mil páginas de documentação. Durante o processo, a Justiça cearense tomou diversas decisões e despachos, e muitos pedidos e recursos foram apresentados.
O processo foi dividido em relação a alguns réus. Ednardo dos Santos foi levado a julgamento porque não havia mais possibilidades de apelação em sua sentença. “Assim que os demais réus, que estão com recursos pendentes, estiverem prontos para serem julgados, e caso a sentença de pronúncia seja mantida, o Judiciário marcará a data da sessão”, concluiu o TJCE.
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