No episódio de hoje do Domingão com Huck (Globo), Luciano Huck festejou a recuperação de Carlinhos de Jesus. O jurado da Dança dos Famosos conseguiu se erguer após um período em que ficou impossibilitado de andar devido a um diagnóstico de bursite trocantérica bilateral, uma inflamação que afeta a região do quadril, acompanhada de tendinite nos glúteos.
Huck expressou sua alegria pela melhora do dançarino. “Saúde é tudo. O desafio mais difícil que enfrentamos nesta temporada foi ver um dos maiores dançarinos do Brasil em uma cadeira de rodas. Foi complicado para todos nós, embora tenhamos tentado normalizar a situação. Mas era duro. Carlinhos sempre dizia: ‘eu vou voltar a andar’. Esse cara, meu amigo, teve uma concentração e um foco impressionantes. Isso mostra que, quando a mente está forte, o corpo responde. Então, senhoras e senhores, o que estamos presenciando aqui é fruto de muitas orações.”
Ao se levantar, Carlinhos recebeu aplausos de pé do apresentador e dos convidados. Ele compartilhou sua experiência: “Qualquer um pode conseguir. Desde que tenha foco, dedicação e estabeleça um horário e uma maneira de tratar a situação. A fisioterapia é essencial na vida. A medicina teve seu papel, a fé também, mas a fisioterapia foi fundamental para que eu pudesse me manter de pé.”
Carlinhos foi diagnosticado com inflamação nos quadris, tendinite nos glúteos e uma neuropatia radiculopática desmielinizante crônica. Essa doença autoimune afeta os nervos, causando dor e fraqueza muscular, especialmente nas pernas. Os primeiros sinais apareceram em junho, enquanto ele estava em Passo Fundo (RS). Após consultar uma neurologista e passar por exames, recebeu o diagnóstico definitivo.
“Era uma dor que surgia à noite. Assim que chegavam 18 horas, eu sentia uma dor leve na perna e tomava remédios, mas não aliviava,” revelou Carlinhos de Jesus em entrevista ao programa Café com Pimenta, da Rádio Tupi.
Embora a doença não tenha cura, é tratável. Carlinhos tem recebido imunoglobulina humana intravenosa (IGIV) — uma solução de anticorpos administrada durante oito meses — para auxiliar em sua recuperação. Além disso, ele se dedica a sessões de fisioterapia, hidroterapia, acupuntura e musculação. “No início, eu precisava de morfina para conseguir dormir. Agora, uma simples novalgina já me ajuda,” contou.