A escolha de um time para “apoiar” na segunda semifinal da Sul-Americana foi um desafio. Primeiro, porque selecionar um adversário pode ser traiçoeiro, e segundo, na minha opinião, Lanús e La U têm habilidades bastante equivalentes. Confesso que preferiria enfrentar os chilenos, principalmente por conta da ideia de que “argentinos são exigentes”. Agora que o Lanús se classificou, temos bons motivos para acreditar que, no dia 22, o destino será favorável ao Galo.
O histórico está a nosso favor. Em 1997, na final da Conmebol, saímos vitoriosos (mesmo com uma briga horrenda que marcou aquele jogo na Argentina). Em 2014, na Recopa, as expectativas se confirmaram. O Lanús até nos deu trabalho, o jogo teve adrenalina, mas o Galo demonstrou ser um time muito superior, consolidando sua posição como o grande campeão da América em um jogo que ficou marcado pelo 100º gol de Tardelli com a nossa camisa e pela despedida de Ronaldinho em partidas oficiais com o manto alvinegro. Eu estive lá! Eu vi tudo!
Agora, o contexto é bem distinto do que vivemos antes. Nos reencontraremos em uma final única, no Paraguai, e fico muito contente ao ver a mobilização da torcida atleticana para comparecer ao jogo. Acredito que teremos um bom número de torcedores nas arquibancadas do Defensores del Chaco, o que é extremamente importante, pois, como todos sabemos, os argentinos têm seus caprichos.
Embora o Lanús se orgulhe de ser o “maior time de bairro do mundo”, o bairro é extenso e seus torcedores são bastante apaixonados. Eles irão levar uma grande quantidade de fãs, cantarão e tentarão equilibrar a disputa na voz, em um jogo que, com todo o respeito, tem um favorito. E esse favorito é brasileiro, mineiro e belo-horizontino.
Atenção à palavra: favorito. O que isso significa? Na prática, pouco. Ignorar o favoritismo por medo de uma “zica” é lutar contra os fatos. O Galo possui um elenco superior, um investimento maior e é, sem dúvida, o mais cotado para conquistar o título. Contudo, é necessário mostrar serviço. Lutar, competir, dar tudo de si, com toda a nossa garra para vencer.
Se o Galo se apresentar como fez na semifinal, os hermanos não terão chance. Se tudo correr bem, podemos abrir uma vantagem de 3 a 0 (em finais) contra eles e retornar a BH com o troféu e sorrisos no rosto, deixando para trás toda a amargura que aquela frustração de 2024 nos trouxe.
Vamos, Galo! Eu confio. Estamos quase lá. Saudações.