Em julho de 1929, Belo Horizonte fez história ao instalar seu primeiro semáforo, popularmente chamado de “pisca-pisca”. Naquele período, o dispositivo se destacou por sua operação simples e eficaz, simbolizando o começo da modernização do tráfego na cidade.
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O equipamento foi colocado em um local estratégico, onde o fluxo de veículos era intenso. A alameda Travessia, recém-inaugurada, recebia uma quantidade significativa de carros, tornando o semáforo essencial para a organização do tráfego e a diminuição de acidentes. Hoje, ele ainda pode ser encontrado na esquina da Rua Gonçalves Dias com a Avenida João Pinheiro, fazendo parte do Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Praça da Liberdade. Assim, ele contribui para um cenário histórico e cultural que é fundamental para a cidade.
Atualmente, esse antigo “pisca-pisca” simboliza a transformação do tráfego em Belo Horizonte, representando o advento de novas tecnologias urbanas. Ele permanece na memória coletiva como um verdadeiro marco histórico.
Praça da Liberdade
Em 1977, a Praça da Liberdade foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico (Iepha/MG), sendo reconhecida como um dos locais mais emblemáticos da capital. Desde a criação da cidade, a praça tem sido vital para o planejamento urbano. Ao desenhar a nova capital, a comissão liderada pelo engenheiro Aarão Reis optou por um traçado geométrico e organizado, desconsiderando a topografia local. Com o passar dos anos, a praça passou a abrigar museus, jardins e edifícios históricos, consolidando-se como um importante ponto de encontro cultural e turístico no centro da cidade.