Philipe Van Lima, o filho de Reinaldo, um dos maiores ídolos da história do Atlético, se manifestou em resposta às críticas que seu pai tem enfrentado por parte da torcida, após o ‘Rei’ expressar em um podcast seu desejo de ter jogado pelo Flamengo.
“Nos últimos dias, tenho notado uma verdadeira revolução nas redes sociais, onde uma multidão enfurecida clama pela cabeça do ‘rei traidor’. Após a execução simbólica, a cabeça é exposta para ser desmerecida e atacada pelo tribunal virtual. Aqueles que se sentiram ofendidos agora se vingam, desrespeitando a trajetória de um homem que não se comportou conforme suas expectativas. Como atleticano, considero extremamente covarde esses ataques implacáveis a um ídolo como Reinaldo. É claro que não posso ditar como cada um deve se sentir ou quem deve ser considerado ídolo”, desabafou Philipe em uma publicação em suas redes sociais.
Ele ainda revelou que seu pai recebeu propostas financeiras mais atrativas, mas optou por permanecer no clube. Segundo Philipe, o Atlético nunca ofereceu um aumento salarial ao Rei.
“Reinaldo, aos seus vinte e poucos anos, já tinha consciência de que sua carreira no futebol não seria longa. Seu corpo enfrentou várias cirurgias, e as dores eram parte do dia a dia. O tempo de recuperação estava se tornando cada vez mais extenso. Ele teve que lidar com isso durante boa parte de sua trajetória, muitas vezes se destacando mais pela sua inteligência em campo do que por suas condições físicas debilitadas”, destacou ele em seu desabafo.
A declaração de Reinaldo foi feita no podcast Penido’s, da Rádio Tupi. O maior artilheiro da história do clube mencionou que, em 1981, esteve prestes a deixar o Atlético rumo ao Flamengo, mas a diretoria do alvinegro impediu sua transferência. “É compreensível que todo jogador sonhe em vestir a camisa do Flamengo. Eu tive essa chance em 81. Quase fechamos com o Flamengo, mas na época não existia a lei do passe. Fomos atados ao clube, e o Atlético não me deixou sair. Se eu tivesse ido para o Flamengo, provavelmente teria ganhado ainda mais notoriedade. A visibilidade lá era muito maior, a imprensa do Rio e de São Paulo era a voz para todo o Brasil. Aqui em Minas, ficávamos isolados entre as montanhas”, comentou Reinaldo.
Após o episódio, Reinaldo também utilizou suas redes sociais para esclarecer a situação. Ele relembrou a “honra” que sentia ao representar o Atlético. “Um jogador profissional, ao longo de sua jornada, avalia diversas questões ao tomar decisões: o desafio esportivo, a infraestrutura oferecida pelo clube, a convivência com colegas e, claro, a compensação financeira (que, na minha época, era bem inferior aos valores atuais). É natural considerar as oportunidades”, começou Reinaldo em sua postagem.
“Entretanto, existe um privilégio raro e uma honra que vão além de todas essas avaliações: a de vestir a camisa do clube do coração, criando uma identificação tão intensa que se torna parte de sua própria essência. Como profissional, tive a chance de explorar diferentes caminhos, mas minha maior conquista, meu verdadeiro tesouro, foi defender as cores do Galo”, finalizou.