Nos últimos dias, um movimento tem ganhado destaque nas redes sociais. Criadores de conteúdo e perfis do setor de moda estão se manifestando contra grandes grifes que, segundo eles, se apropriam de conceitos de pequenos designers e os comercializam como se fossem originais.
Um exemplo citado é o da renomada marca americana Tod’s, que, de acordo com influenciadores, teria “imitado” um modelo de sapato da Car Shoe, lançado em 1963, e o apresentado como peça-chave de sua nova coleção. Recentemente, a grife também foi alvo de críticas por supostamente ter copiado o logotipo da designer nativo-americana da marca Tribe of Two, ao lançar uma linha completa com o “T” duplo, uma marca registrada da estilista.
Além disso, artesãos da Índia e do Nordeste brasileiro acusam a Prada de vender sandálias que se assemelham muito às que eles produzem, com preços exorbitantes de cerca de sete mil reais por par, enquanto no Nordeste, o custo é de aproximadamente quinze reais.
A Dior também enfrentou polêmicas ao afirmar que se inspirou em trabalhadores romenos, mas não lhes concedeu créditos, ao comercializar um casaco que pode custar quase duzentos mil reais.
A indignação dos influenciadores de moda revela que, no elitista universo da alta costura, a originalidade muitas vezes é ofuscada pela cópia.