Durante sua participação no podcast Menotalks, a apresentadora Angélica compartilhou suas reflexões sobre os desafios de criar filhos em uma era dominada pelas redes sociais. Em uma conversa sincera, ela abordou um recente incidente que envolveu seu filho Benício Huck e sua ex-namorada, Duda Guerra, cujos relacionamentos foram expostos na internet. “Quando a situação se tornou pública, ele passou por dificuldades típicas da adolescência, e eu, como mãe, sofri por ele, adotando uma abordagem tradicional de acolhimento e aconselhamento”, revelou ao podcast.
Angélica mencionou que prefere permitir que seus filhos vivam suas próprias experiências amorosas. “Nunca impus regras rígidas. Nós conversamos, eles sabem que podem contar conosco, mas, como qualquer adolescente, eles se sentem confusos devido às redes sociais”, esclareceu.
Ela também recordou a polêmica que cercou seu filho, onde a ex-namorada, Duda, se viu envolvida em desavenças públicas com outras jovens nas plataformas digitais. “Fiquei extremamente incomodada, não pelo relacionamento, mas pela rivalidade entre as meninas por causa de garotos. O que mais me chocou foi ver essas jovens discutindo por um menino que era meu filho, mas isso é irrelevante. Estavam brigando por causa de um rapaz!”, exclamou.
Para Angélica, esse episódio destacou a importância de dialogar com os filhos sobre respeito e conduta. “Senti pena de todas as meninas envolvidas. Minha preocupação era genuína, e quase cheguei a chorar”, completou.
Desafios com a filha
A artista ainda abordou os desafios que enfrenta com sua filha, Eva Huck, que já demonstra um forte interesse por maquiagem e cuidados estéticos. “Minha filha faz parte da geração que adora skincare, usa batom e enlouquece ao entrar em lojas de maquiagem. Eu me vejo como a mãe ‘chata’, questionando: ‘Por que você está fazendo isso?’, ‘Tire esse rímel para ir à escola’, ‘Sua pele é linda, não precisa de base’. Houve momentos em que me incomodei por ser essa mãe”, confessou.
Apesar do desconforto, Angélica reconhece a necessidade de estabelecer limites. “Vou orientar e proibir algumas coisas, porque é meu dever como mãe. Percebo que isso não é saudável. Não é adequado que crianças invadam lojas de maquiagem ou que uma criança com a pele saudável se preocupe em fazer skincare. Isso não faz sentido.”
Para ela, o grande desafio reside em equilibrar liberdade e proteção. “É uma tarefa complexa, especialmente agora, pois as redes sociais tendem a direcionar as crianças para lugares que exigem resistência. Todos vão aprender, mas isso pode ocorrer através de muito sofrimento.”