O que poderia ter sido um dos confrontos mais emocionantes da história do Cruzeiro se tornou um marco inesquecível. Em 2011, na rodada final do Campeonato Brasileiro, o time estrelado enfrentava o risco de rebaixamento contra seu maior rival, o Atlético. No entanto, a Raposa surpreendeu ao vencer por impressionantes 6 a 1, garantindo sua permanência na Série A, mesmo com a ausência de um de seus principais jogadores.
Naquele momento, Montillo era o destaque do elenco celeste, mas, por ter acumulado três cartões amarelos, não pôde participar do clássico. O argentino recorda que, embora o jogo fosse considerado apenas uma formalidade, a equipe não cumpriu sua parte na penúltima rodada, o que tornou a situação ainda mais tensa.
“Estávamos vencendo o Ceará por 2 a 1, com apenas cinco minutos restantes. Eu já havia recebido um cartão, mas a vitória nos garantiria a permanência na divisão. Infelizmente, levamos um gol nos últimos minutos, e o clima no vestiário ficou pesado. Aquela semana foi de muita frustração”, relembrou em entrevista ao Cruzeiro Cast, canal oficial do clube.
Além de Montillo, o goleiro Fábio também ficou fora do jogo decisivo devido a uma suspensão, assistindo ao confronto das arquibancadas da Arena do Jacaré. Montillo acredita que a situação foi uma questão de “destino”.
“O Fábio também recebeu um cartão. Era o que precisava acontecer para que o Rafael se firmasse no gol, e o Róger, que normalmente não jogava como titular, teve a chance. Todos que entraram se saíram bem, graças a Deus”, comentou o argentino, que também avaliou o ano de 2011.
O Cruzeiro começou aquele ano de forma exuberante, destacando-se com atuações brilhantes e a melhor campanha na fase de grupos da Libertadores. Porém, a eliminação precoce nas oitavas de final, para o Once Caldas (COL), desestabilizou a equipe. No Campeonato Brasileiro, o time mostrou potencial para uma campanha tranquila, mas acabou lutando contra o rebaixamento até a última rodada.
“Em 2011, vivemos duas temporadas distintas. Antes da Libertadores, foi uma fase, mas após a eliminação, e com a saída de muitos jogadores, a situação mudou drasticamente. A adaptação é um desafio no futebol”, explicou.
Montillo defendeu o Cruzeiro entre 2010 e 2012, destacando-se pela sua habilidade e velocidade em campo. Ao todo, ele disputou 119 partidas oficiais com a camisa celeste, marcando 36 gols e fornecendo 23 assistências.