O artista MC Guimê e seu empresário, Emerson da Silva Ramos, receberão uma intimação para depor em um novo capítulo da batalha judicial relativa a uma dívida de milhões decorrente da aquisição de uma mansão em Alphaville. Essa convocação está relacionada a uma ação probatória que busca esclarecer a verdadeira titularidade de um veículo de luxo, uma BMW que está registrada em nome do empresário.
O site LeoDias teve acesso ao acórdão da 7ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, que atendeu ao pedido da autora da ação, Márcia Pessoa da Mota Silva, ex-proprietária do imóvel, permitindo a coleta antecipada de provas.
O principal intuito é comprovar que, embora o carro de alto valor não esteja registrado em nome do cantor, ele é efetivamente utilizado, exibido e mantido por ele. De acordo com a advogada da demandante, a decisão judicial, datada de 4 de outubro de 2025, revogou a sentença anterior que havia negado o pedido.
O desembargador relator do processo, Ademir Modesto de Souza, enfatizou que a coleta de provas é crucial para “a busca da verdade real e o combate a práticas fraudulentas”. A autora alega que o registro do veículo em nome de terceiros (o empresário de Guimê) pode ser uma estratégia para ocultar bens e protegê-los da execução da dívida.
O acórdão ressalta que as provas a serem coletadas poderão servir como base para futuras ações legais, como alegações de fraude à execução ou uma ação de simulação. O objetivo é documentar evidências que conectem o luxuoso carro diretamente ao cantor, uma vez que o Código Civil permite a transferência de bens móveis (como um automóvel) por simples posse, e o registro no órgão de trânsito tem mais caráter administrativo do que de comprovação de propriedade absoluta.
A equipe do portal LeoDias tentou obter um pronunciamento de MC Guimê sobre a situação, mas não recebeu retorno até o fechamento desta reportagem.
Essa disputa judicial remonta à compra de uma mansão em Alphaville por R$ 2,2 milhões em 2016, período em que o funkeiro estava com a cantora Lexa. Informações exclusivas do portal indicam que o artista deixou uma dívida de aproximadamente R$ 777 mil, valor que, com juros e correção, já ultrapassa os R$ 2,9 milhões.
Apesar da escalada do caso, a assessoria jurídica de MC Guimê afirmou ao portal que “diversas tentativas de acordo” foram feitas com a antiga proprietária, mas sem sucesso na resolução do impasse.