Um grande amigo meu costuma se referir à dupla Veneno e Mosquito, as estrelas do sub-17 do Galo, como “protocolo anti-inseto”. A brincadeira é bastante clara. Esses dois jogadores têm sido assunto frequente nos corredores do Atlético nos últimos meses e, agora, sua visibilidade só tende a aumentar: Jorge Sampaoli, sempre astuto, já integrou os jovens ao time principal.
A atual geração sub-17 do Galo, que inclui esses dois talentos, realmente se destaca. A vitória sobre o Flamengo, ocorrida ontem no Campeonato Brasileiro da categoria, foi apenas mais uma evidência disso. Veneno e Mosquito são apenas a “ponta do iceberg”. Aposto que pelo menos outros três jogadores desse time vão se tornar excelentes profissionais (minhas apostas vão para Pascini, Luiz Peu e Riquelme). Se forem bem acompanhados, os frutos desse trabalho podem ser muito promissores.
A questão central gira em torno desse “acompanhar com atenção”. O ideal seria que todos os torcedores demonstrassem paciência com os jovens atletas e que o time estivesse em um grande momento, permitindo que eles estreassem em partidas já decididas, sem pressão. Contudo, a realidade é bem diferente.
O Galo tem enfrentado uma temporada irregular, para dizer o mínimo, e o torcedor atleticano não é conhecido por sua paciência em relação às promessas da base – isso ficou claro com Sávio e Alisson, que agora brilham na Europa.
Diante desse cenário, cabe ao treinador fazer as inserções “com cautela”. Acredito que Sampaoli saberá manejar essa situação. Falando especificamente sobre os dois que foram promovidos, suas características podem ser de grande valia! Para quem ainda não conhece, Veneno e Mosquito são jogadores de lado, habilidosos e dribladores, com grande capacidade de um contra um. Eles são os responsáveis pelas “vitórias individuais”, como diria Roger Machado.
Na terça-feira, por exemplo, durante aquele empate complicado contra o Juventude, a falta de um jogador que quebrasse linhas nas laterais foi sentida ao longo do jogo. No futebol profissional, existem responsabilidades e compromissos táticos, mas muitas vezes o que decide uma partida é a ousadia, algo que esses garotos têm em abundância.
Espero que, além do dia a dia na Cidade do Galo, Veneno e Mosquito também comecem a vivenciar o ambiente das concentrações, jogos e viagens. Em breve, que tenham seus primeiros minutos em campo e mostrem ao mundo o que quem acompanha a base já sabe: esses meninos têm muito talento!
Estou ansioso para vê-los jogando. E já deixo claro: serei compreensivo! Eles podem errar, afinal, ninguém está completamente preparado aos 16 anos, mas posso garantir que têm o potencial para acertar inúmeras vezes.
“Protocolo anti-inseto”, estou a bordo!
Saudações.