Natacha Horana, que foi bailarina no programa de Faustão, decidiu se pronunciar sobre as alegações de sua suposta ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital) durante uma entrevista ao Domingo Espetacular, da Record.
O que ocorreu
Natacha passou quatro meses em detenção, mas teve sua prisão revogada pela Justiça no final de março. Ela foi presa sob suspeitas de envolvimento em lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação criminosa. “Eu me senti injustiçada, fui uma vítima e silenciada. Isso dói profundamente. Não cometi crimes. Não faço parte do mundo do crime. Eu não sou usada pelo PCC”, declarou.
A ex-bailarina também mencionou seu relacionamento de três meses com Valcedi Alves do Santos. “Agir com o coração foi um erro. Quando descobri quem ele realmente era, nosso relacionamento acabou”, contou. Valdeci é apontado como o segundo em comando do PCC e era um dos principais aliados de Marcola, o líder da organização. Ele encontra-se preso desde 2022.
Natacha esclareceu que o dinheiro enviado à sua mãe não tinha relação com Valdeci. “Ela recebia o que eu ganhava, que eu mandava para ela. Ele (Valdeci) se dizia empresário e me presenteava”, explicou.
Sobre os meses que passou na prisão, a ex-bailarina recordou: “Natal e Ano Novo são épocas de reunir a família, mas eu estava isolada, sozinha, em um lugar onde nem se pode chorar para não mostrar fraqueza.”
Natacha reafirmou sua determinação em provar sua inocência: “Acredito na minha verdade e estou confiante de que conseguirei provar minha inocência. A vida nunca prometeu ser fácil e estou disposta a enfrentar os desafios.”
As acusações contra Natacha foram formalizadas pela Justiça do Rio Grande do Norte em novembro de 2024, onde ela e mais dez pessoas foram implicadas em um esquema de lavagem de dinheiro.