O Cruzeiro lançou o novo uniforme 3, sem dúvida o mais bonito da coleção 2025. Do tom de azul à proposta de mineiridade, com a alusão marcante ao Rio São Francisco, a peça, que ainda traz detalhes em dourado, é daquelas que vale a pena ter no guarda-roupa, seja para o torcedor comum ou para o colecionador mais fanático. Mas o que mais me deixou satisfeito foi ver novamente a presença marcante das cinco estrelas soltas no peito.
Pois bem: eu sou do time das estrelas soltas. Compreendo o caráter institucional do escudo, a identidade visual e tudo que envolve a escolha atual, mas sempre serei favorável às cinco estrelas dispostas no peito, uma singularidade que diferencia o Cruzeiro dos outros clubes do Brasil e do mundo.
Olhar para o símbolo do clube assim exposto é quase poético. É como se o branco das estrelas estivesse livre em um céu azul. Para onde quer que se olhe, aquela marca indelével resplandece, como a imagem do Cruzeiro.
Ver as cinco estrelas soltas remete imediatamente a fotos e lembranças de momentos icônicos da Raposa, como a conquista da Taça Brasil em 1966 e das Copas Libertadores de 1976 e 1997. Traz à memória também a história de um garoto franzino e dentuço que brilhou com aquelas mesmas estrelas no peito e se transformou em um Fenômeno.
Há um peso nesse símbolo. Uma hierarquia respeitada por todos. Um legado. Sei que gosto é algo pessoal, e cada um tem o direito de ter sua opinião. Mas deixo aqui a minha, com toda humildade.
Apesar de certa discordância em relação aos uniformes lançados nesta temporada, acredito que é perfeitamente possível o Cruzeiro continuar oferecendo ao torcedor a opção entre o escudo e as estrelas soltas, como a Adidas fez neste ano, inclusive na camisa de goleiro recém-lançada.
No fundo, porém, há três pontos centrais nessa discussão. Primeiro: o inegável. A camisa do Cruzeiro é a mais bela. Ponto.
Segundo: a distribuição. Que o torcedor sempre tenha acesso ao modelo em diversos tamanhos, com cortes tanto para o público masculino quanto para o feminino.
Terceiro: o preço. Em viagens recentes aos Estados Unidos, para a cobertura da MLS, do Mundial de Clubes e da Copa das Ligas, observei que a Adidas oferece versões mais acessíveis aos torcedores. Aqui, também temos a versão player e a versão popular. Bem… popular até certo ponto.
Com valores fora da realidade, muitos acabam recorrendo à pirataria em vez de priorizar os produtos oficiais. É preciso encontrar um meio-termo na precificação, permitindo que o torcedor comum, o assalariado, o pai de família, possa adquirir algo de qualidade sem comprometer o orçamento. Nessa equação, ninguém sairia perdendo — ainda mais quando lembramos que grande parte desses produtos é fabricado em solo brasileiro.
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Foto: Cruzeiro/Divulgação