O anime Dragon Ball Z, que fez enorme sucesso no Brasil, acabou sendo associado aos ataques terroristas às Torres Gêmeas no dia 11 de setembro de 2001. Hoje, ao completarem 24 anos dessa tragédia, a série continua a ser lembrada, mesmo sem ter sido transmitida pela TV Globo naquela data.
O que realmente ocorreu
No momento em que o plantão da Globo foi ao ar, por volta das 10h, Dragon Ball Z não estava sendo exibido. A emissora estava mostrando o quadro “Garrafinha”, que fazia parte do programa Bambuluá, apresentado por Angélica. A série começaria apenas às 11h20, mas foi substituída pela cobertura ao vivo dos atentados. Essa confusão gerou uma série de informações errôneas que se espalharam pelas redes sociais.
Além disso, existe um equívoco comum sobre o episódio que seria transmitido naquele dia. Muitas pessoas ainda acreditam erroneamente que Goku alcançaria o Super Sayajin nível 3 (episódio 245) em 11 de setembro de 2001, mas na verdade, o episódio programado era o número 237, intitulado “Vegeta luta por seus entes queridos”.
Essas lembranças distorcidas são conhecidas como “efeito Mandela”, um termo criado por Fiona Broome, uma pesquisadora paranormal nos Estados Unidos. Após a morte de Nelson Mandela em 2013, ela compartilhou nas redes sociais sua crença de que ele havia falecido na prisão nos anos 80. Muitas outras pessoas relataram ter a mesma lembrança errônea, o que levou à popularização da expressão.
Dragon Ball fez sua estreia na revista em quadrinhos Weekly Shonen Jump em 1984 e, desde então, foi adaptado para filmes, jogos eletrônicos e séries de TV, alcançando mais de 80 países. O criador da obra, Akira Toriyama, faleceu em março do ano passado.