Carlinhos de Jesus, aos 72 anos, concedeu uma entrevista ao programa Fantástico, onde compartilhou detalhes sobre o diagnóstico que afeta sua capacidade de se mover. De acordo com a reportagem, o renomado dançarino enfrenta uma doença autoimune que provoca inflamação e danos na bainha de mielina, responsável pela proteção dos nervos, além de sofrer com inflamação nos quadris e tendinite nos glúteos.
O artista revelou como começou a perceber os sinais da doença. Há três anos, ele notou uma diminuição na força da perna direita, embora não sentisse dor. No entanto, em junho deste ano, a situação se agravou. Durante uma viagem a Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, Carlinhos começou a experimentar dores intensas que o impediram de andar. Ao voltar para sua casa no Rio de Janeiro, foi necessário interná-lo.
“Estava no Rio Grande do Sul, e comecei a sentir uma dor tão forte que não conseguia colocar o pé no chão. Era uma fisgada que vinha e ia; eu conseguia dar três ou quatro passos, mas a dor logo retornava”, contou Carlinhos ao Fantástico. Ele também mencionou as dificuldades para dormir e se levantar. “Quando cheguei ao Rio de Janeiro, a dor era insuportável, ao ponto de eu ter caído. A única medicação que me ajudava a dormir era morfina.”
Atualmente, Carlinhos tenta viver um dia de cada vez, mas reconhece que o futuro o assusta. “Minha mentalidade agora é focar no presente, mas quando penso no amanhã, é aí que o medo me toma. Como será minha vida daqui para frente?”, refletiu.
Para enfrentar a doença, ele tem se dedicado a diversos tratamentos, incluindo fisioterapia, musculação e uma variedade de exercícios físicos, visando recuperar os movimentos das pernas. Além disso, está em tratamento de imunoterapia para reforçar suas defesas naturais. “A ideia é estabilizar a condição para evitar agravamentos.”
Apesar da seriedade da situação, Carlinhos enfatiza a importância da paciência neste momento. “É um período que exige resiliência e calma, para que eu possa voltar a andar.” Ele ainda expressou a falta que a dança faz em sua vida. “A dança sempre foi meu refúgio, mas agora não tenho esse espaço.”