AO VIVO: Rádio JMV
--:--
26°C ☀️ Ensolarado
USD R$ --
BTC $ --
JMV News
Programa Atual
JMV News - Notícias e Atualizações em Tempo Real 24 horas
EUA determinam remoção de tecnologia de inteligência artificial chinesa DeepSeek de sistemas governamentais • Morre aos 104 anos Mãe Senhora de Ewá, uma das mais antigas lideranças do candomblé no Brasil • Empresas ucranianas registram prejuízo de US$ 7,7 bilhões devido a ataques russos, aponta primeiro-ministro • Noruega planeja proibir redes sociais consideradas prejudiciais a crianças, incluindo plataformas como TikTok, Snapchat e Roblox • Especialista alerta que avanço da inteligência artificial pode elevar o PIB dos EUA em quase 50% até 2030 • Lindt anuncia saída do CEO após desempenho insatisfatório na Europa e revisões de projeções • Regras para venda, aluguel e reforma de imóveis adquiridos pelo programa Minha Casa, Minha Vida • Deputado estadual Marcelo Aguiar é detido após disparo acidental em bar na zona sul de São Paulo • Paolla Oliveira é nomeada rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense em cerimônia na Zona Norte do Rio de Janeiro • Ri Happy solicita recuperação extrajudicial para renegociar dívida de mais de R$ 827 milhões • EUA determinam remoção de tecnologia de inteligência artificial chinesa DeepSeek de sistemas governamentais • Morre aos 104 anos Mãe Senhora de Ewá, uma das mais antigas lideranças do candomblé no Brasil • Empresas ucranianas registram prejuízo de US$ 7,7 bilhões devido a ataques russos, aponta primeiro-ministro • Noruega planeja proibir redes sociais consideradas prejudiciais a crianças, incluindo plataformas como TikTok, Snapchat e Roblox • Especialista alerta que avanço da inteligência artificial pode elevar o PIB dos EUA em quase 50% até 2030 • Lindt anuncia saída do CEO após desempenho insatisfatório na Europa e revisões de projeções • Regras para venda, aluguel e reforma de imóveis adquiridos pelo programa Minha Casa, Minha Vida • Deputado estadual Marcelo Aguiar é detido após disparo acidental em bar na zona sul de São Paulo • Paolla Oliveira é nomeada rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense em cerimônia na Zona Norte do Rio de Janeiro • Ri Happy solicita recuperação extrajudicial para renegociar dívida de mais de R$ 827 milhões •

Até quando suportaremos a enxurrada de programas policiais na televisão brasileira?

Imagem: Divulgação/SBT

Recentemente, discuti nesta coluna o fenômeno dos documentários sobre crimes reais que fazem sucesso nas plataformas de streaming. Entre os profissionais que entrevistei, havia um consenso: a reinterpretação de um homicídio, sequestro ou qualquer ato violento só se justifica se gerar uma reflexão significativa.

Reconheço que serviços de streaming e canais abertos são mídias diferentes, destinadas a públicos diversos, mas nenhuma diferença entre elas explica a forma como a violência é abordada nos programas jornalísticos policiais da televisão, como Primeiro Impacto (SBT), Cidade Alerta e Balanço Geral (Record), e Brasil Urgente (Band). Com a chegada do Aqui Agora, no SBT, a presença desse tipo de conteúdo nos canais tradicionais se intensificou ainda mais.

Com o pretenso intuito de informar, esses noticiários misturam a dramatização da violência a uma performance de indignação, com apresentadores que clamam por respostas das autoridades sobre os casos que cobrem. Muitas vezes, a cobertura desses programas carece de sobriedade, especialmente em relação a tragédias urbanas como enchentes, incêndios e desabamentos. O tom alarmista empregado em algumas situações dá a impressão de que a realidade é mais sombria do que realmente é.

Programas dessa natureza costumam ser os primeiros a perder a noção quando um crime com potencial para atrair audiência aparece. Eles exploram interminavelmente esses casos, passando horas no ar repetindo informações já conhecidas e especulando sobre desdobramentos, desconsiderando um princípio essencial do bom jornalismo: distinguir entre interesse público e interesse do público.

É compreensível que haja uma demanda por esses programas policiais nas grades de programação, já que conseguem conquistar uma audiência fiel. No entanto, é importante lembrar que os anunciantes geralmente evitam esse tipo de atração. Assim, os pontos no Ibope não se traduzem necessariamente em receita, o que se tornou um grande desafio para muitas emissoras.

Enquanto há uma vigilância moral rigorosa sobre representações de diversidade e comportamento humano em produções ficcionais, essa mesma fiscalização não se aplica de maneira tão rigorosa aos programas policiais, que exploram tragédias humanas e exageram na violência. A influência desses noticiários é muito mais prejudicial para os telespectadores do que qualquer novela ou série. Está na hora de as emissoras repensarem seus valores. Chega de tantos programas policiais na televisão!

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade