Em uma entrevista exclusiva ao O TEMPO Sports nesta segunda-feira (25/8), o ex-atacante Guilherme Alves, que defendeu as cores de Atlético e Cruzeiro, recordou os confrontos mais memoráveis que viveu no futebol mineiro. Reconhecido como o sétimo maior artilheiro da história do Atlético, Guilherme teve seu auge em 1999, ano em que se destacou como artilheiro do Campeonato Brasileiro e foi uma peça fundamental na campanha que levou o Galo à final da competição. Foi nesse ano que ele viveu e se destacou em um clássico que se tornou emblemático em sua trajetória.
Durante as quartas de final do Brasileirão, Atlético e Cruzeiro se enfrentaram, com a Raposa sendo considerada a favorita. No entanto, Guilherme teve uma atuação decisiva, anotando dois gols no primeiro jogo e mais dois no segundo, garantindo a classificação do Atlético com vitórias de 4 a 2 e 3 a 2. “Não tem como esquecer dos dois jogos de 1999 (quartas do Brasileiro). Foram os mais marcantes, especialmente considerando o contexto de disparidade financeira, estrutural e técnica na época. A equipe do Cruzeiro era superior à nossa, vindo de um vice-campeonato. Diante dessas diferenças, aqueles clássicos ficaram gravados na memória”, declarou o ex-atacante em entrevista ao O TEMPO Sports.
Em 21 de novembro de 1999, o #Galo fez Belo Horizonte vibrar mais uma vez. Com dois gols de Guilherme e um de Adriano, o Atlético superou o Cruzeiro e avançou para a semifinal do Campeonato Brasileiro! pic.twitter.com/lIidXa7KfL
Guilherme permaneceu quatro temporadas no Atlético, onde marcou 139 gols em 205 partidas, sendo nove deles contra o Cruzeiro, o que o consolidou como um grande ídolo do clube. No entanto, sua imagem foi um pouco afetada por sua passagem pelo Cruzeiro em 2004, quando, ao balançar as redes em um clássico, provocou a torcida atleticana. “Ninguém pode decidir o que as pessoas sentem por você. Falaram muito sobre a possibilidade de eu ser vaiado no jogo das Lendas (do Galo) na Arena. Com minha personalidade forte, fui e não percebi nada disso. Fui muito aplaudido, até porque, mesmo mais velho e fora de forma, consegui fazer dois gols (risos). A decisão de gostar ou não é algo muito pessoal”, refletiu sobre sua relação com os torcedores do Atlético.
Pelo Cruzeiro, Guilherme anotou 14 gols em 39 partidas em 2004. Em 2005, deixou a Raposa e se transferiu para o Botafogo, onde encerrou sua carreira devido a uma lesão.