Fellipe Villas, de 38 anos, passou por uma verdadeira montanha-russa emocional no último ano ao participar do reality show “A Grande Conquista 2”. O ex-policial militar foi afastado do programa devido a um processo interno instaurado pelo Batalhão Militar do Espírito Santo e acabou cumprindo um mês de prisão por ter ingressado na competição sem a devida autorização da PM. Em uma entrevista ao portal LeoDias, ele compartilhou suas reflexões sobre a polêmica participação na atração da Record.
A jornada de Fellipe no programa foi abruptamente interrompida no dia 12 de julho do ano passado. Ao contrário dos demais competidores, sua saída não foi decidida pelo público, mas sim pela ação da Polícia Militar, que tomou providências para sua exclusão do programa.
O portal LeoDias teve acesso ao documento que avaliou a seriedade da conduta de Fellipe. De acordo com a comissão da PM, “o comportamento do acusado continuou a desrespeitar as normas éticas, mesmo após orientações adequadas sobre a observância das regras. Isso revela uma série de atitudes que infringiram os valores fundamentais da Corporação, uma vez que ele agiu com dolo, premeditação e desonestidade, transgredindo a disciplina e hierarquia, o que torna seu comportamento incompatível para continuar nos quadros da PMES”.
Após a expulsão, o ex-participante passou seis dias no presídio militar em São Paulo, sendo posteriormente transferido para o Espírito Santo, onde estava lotado, e permaneceu encarcerado por mais 25 dias. Sua liberação ocorreu por ordem de um juiz do Tribunal de Justiça do Espírito Santo.
Durante a entrevista, Fellipe expressou seus sentimentos após desobedecer a uma ordem militar em busca de realizar seu sonho: “Sofri, chorei, mas evoluí. Eles podem retirar minha farda, mas nunca tirarão quem eu sou e fui”.
O ex-participante de “A Grande Conquista 2” afirmou que mantém a cabeça erguida após toda a situação e está pronto para um novo começo. Ele também declarou que não pretende recorrer da decisão de expulsão, alegando que tem enfrentado uma constante perseguição e o impacto emocional causado pela corporação militar.