Atlético e Cruzeiro fazem parte dos nove clubes da Série A do Campeonato Brasileiro que ainda não mudaram de técnico. Após 13 rodadas concluídas, 12 treinadores já foram substituídos devido a resultados insatisfatórios, resultando em uma diminuição no tempo médio de permanência dos profissionais à frente das equipes.
A demissão mais recente foi a de Juan Pablo Vojvoda, argentino que deixou o Fortaleza na noite de segunda-feira (14). Contratado em 4 de maio de 2021, Vojvoda é reconhecido como o maior treinador da história do clube, tendo conquistado três títulos do Campeonato Cearense e duas Copas do Nordeste. No entanto, ele não conseguiu resistir a uma sequência de nove jogos sem vitórias, com sete derrotas.
Vojvoda era o segundo treinador que mais tempo ficou no cargo entre os 20 da Série A, somando 1.532 dias à frente do Leão do Pici. Com sua saída, a média de permanência dos treinadores no Brasileirão caiu cerca de 20,2%, passando de 345 para aproximadamente 275 dias. Essa média é influenciada pelos 12 técnicos que assumiram seus postos ao longo de 2025.
Desde junho, foram quatro trocas de treinadores. Daniel Paulista deixou o Remo e assumiu o Sport, substituindo António Oliveira, que já havia sido dispensado anteriormente. Hernán Crespo retornou ao São Paulo após a saída de Luis Zubeldía. No Botafogo, Davide Ancelotti foi contratado em lugar de Renato Paiva, demitido após a eliminação na Copa de Clubes. Fábio Carille perdeu o cargo no Vasco e chegou ao Vitória para substituir Thiago Carpini.
Atualmente, apenas nove equipes da Série A – Atlético Mineiro, Bahia, Ceará, Cruzeiro, Flamengo, Internacional, Mirassol, Palmeiras e Red Bull Bragantino – ainda não promovem mudanças em suas comissões técnicas no Brasileirão de 2025.
O primeiro técnico a ser demitido nesta edição do campeonato foi Mano Menezes, anunciado pelo Fluminense em 1º de julho de 2024, e desligado após a derrota para o Fortaleza em sua estreia. Ele logo foi contratado para sua segunda passagem pelo Grêmio em abril, substituindo o argentino Gustavo Quinteros.
Na edição anterior do Brasileirão, após 13 rodadas, nove técnicos já haviam deixado seus cargos e, ao final do campeonato, que teve o Botafogo como campeão, ocorreram 23 trocas de comando, envolvendo 16 equipes da Série A.
Desde a implementação do formato de pontos corridos com 20 clubes em 2005, o ano de 2015 registrou o maior número de demissões, totalizando 32 mudanças. Naquela temporada, apenas Tite, que levou o Corinthians ao título, começou e terminou a competição no mesmo clube.
Atualmente, Abel Ferreira é o treinador que está há mais tempo no cargo na elite do futebol brasileiro. Anunciado no Palmeiras em 30 de outubro de 2020, ele completou 1.719 dias no comando do clube. Abel também se destaca como o técnico mais duradouro na história do Palmeiras em uma única passagem, superando Oswaldo Brandão e Luiz Felipe Scolari.
O sucesso de Abel está diretamente ligado à fase vitoriosa do Palmeiras, que conquistou dez títulos desde sua chegada, incluindo duas edições do Campeonato Brasileiro e duas Copas Libertadores. Rogério Ceni, no Bahia, é o segundo treinador mais longevo, com 675 dias no cargo, enquanto Leo Condé, no Ceará, e Roger Machado, no Internacional, completam a lista dos treinadores que estão há mais tempo no comando de suas equipes.