Uma pesquisa realizada pela empresa de tecnologia Loft, em colaboração com a Offerwise, revelou que cerca de 96% dos habitantes de Belo Horizonte estão prontos para pagar valores mais altos por suas residências a fim de ficarem mais próximos de seus locais de trabalho ou de estudo.
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No segmento de aluguéis, 34% dos entrevistados afirmaram que aceitariam um acréscimo de entre R$ 501 e R$ 1.000 mensais para residir perto do trabalho. Outros 22% estariam dispostos a pagar até R$ 500 a mais, enquanto 11% indicaram que aceitariam um aumento superior a R$ 1.500.
O tempo de deslocamento é um fator crucial nas decisões dos moradores de BH. A pesquisa mostra que a busca por proximidade está intimamente ligada à economia de tempo e à melhoria da qualidade de vida. Entre os principais motivos mencionados, destacam-se: a redução do tempo de deslocamento (64%), a possibilidade de dedicar mais tempo a outras atividades (56%) e a evitação de congestionamentos (52%).
No que diz respeito à compra de imóveis, 28% dos residentes de BH afirmaram que estariam dispostos a desembolsar entre R$ 100 mil e R$ 200 mil a mais por uma casa próxima ao trabalho ou à faculdade. Outros 26% aceitariam um incremento de até R$ 100 mil, enquanto 20% disseram que pagariam mais de R$ 200 mil.
O tempo de percurso e os meios de transporte influenciam a rotina dos moradores. A pesquisa revelou que aproximadamente 44% dos participantes levam até 30 minutos para chegar ao trabalho ou à faculdade. Enquanto isso, 34% levam entre 31 minutos e uma hora, 18% gastam entre uma e duas horas, e 4% passam mais de duas horas em trânsito diariamente. O carro particular é o meio de transporte mais utilizado (46%), seguido pelo ônibus comum (37%), deslocamentos a pé (20%) e serviços de transporte por aplicativo (19%).
A mudança nas modalidades de trabalho também afeta as decisões de moradia. A pesquisa constatou que 39% dos entrevistados mudaram recentemente sua forma de trabalho ou estudo. Atualmente, 56% trabalham de forma totalmente presencial, 13% em regime remoto, enquanto 31% estão em modelo híbrido, com 16% passando mais dias em casa e 15% no escritório. Comparado ao ano anterior, houve uma diminuição na porcentagem de trabalhadores em regime híbrido (de 48% para 31%) e um aumento no número de pessoas que retornaram ao trabalho presencial (de 41% para 56%).