Antes de se destacar em diversas novelas de sucesso na TV Globo, José Loreto passou por um período de dúvidas que quase o levou a abandonar a carreira artística. Durante uma conversa no podcast “Inteligência Ltda”, conduzido por Rogério Vilela, o ator recordou os sete anos em que esteve sem um contrato fixo após sua estreia na emissora, quando interpretou Marcão na edição de 2005 de “Malhação”.
“Após ‘Malhação’, fiquei sete anos sem um contrato. Meu pai dizia: ‘Volta para casa, retorne à Economia, eu te avisei’. Esse tempo foi necessário. Eu me formei em Cinema, em Teatro, criei um grupo e produzi peças no zero a zero”, revelou.
Nesse intervalo, Loreto continuou ativo com trabalhos pontuais, como sua participação em “Os Mutantes”, na Record, e pequenas aparições em séries da própria Globo. Ao mesmo tempo, viajava pelo Brasil participando de jogos beneficentes entre artistas, o que ajudava a equilibrar suas finanças. “Viajava seis horas de ônibus, jogava uma partidinha de futebol, participava de festas na cidade, ganhava meu dinheirinho e conseguia pagar as contas do mês”, recordou.
A virada na sua carreira aconteceu em 2012, quando assumiu o papel de Darkson em “Avenida Brasil”. O sucesso dessa novela abriu portas para uma série de personagens na emissora, como Cassiano em “Flor do Caribe” (2013), Pedro em “Boogie Oogie” (2014), Adônis em “Haja Coração” (2016), e mais recentemente, Tadeu em “Pantanal” (2022) e Lui Lorenzo em “Vai na Fé” (2023).
Apesar do reconhecimento adquirido ao longo dos anos, Loreto mantém uma visão realista sobre sua profissão: “Sempre que inicio um novo projeto, sei que minha carreira será como uma montanha-russa. Isso pode gerar frustração”.
Agora, aos 41 anos, o ator enfrenta um novo desafio: interpretar Chorão nos cinemas. A cinebiografia do vocalista do Charlie Brown Jr. será baseada no livro “Se não eu, quem vai fazer você feliz?”, escrito por Graziela Gonçalves, a viúva do cantor. Embora a data de lançamento ainda não tenha sido anunciada, as filmagens devem começar em breve.
“Em ‘Malhação’, pensei que tinha a vida resolvida, mas não era bem assim”, resumiu Loreto. Essa experiência, segundo ele, se transformou em um impulso para continuar avançando.