A icônica jornalista Anna Wintour está se afastando do posto de editora-chefe da revista Vogue, conforme noticiado pela Variety nesta quinta-feira (26/6). Durante os últimos 37 anos à frente da publicação americana, amplamente reconhecida como “a bíblia da moda”, Wintour se tornou um dos pilares da indústria cultural, não apenas nos Estados Unidos, mas em todo o mundo. Ela foi a mente por trás do famoso Met Gala e serviu de inspiração para o filme “O Diabo Veste Prada”.
Entretanto, a informação não indica que a jornalista britânica esteja se aposentando ou se afastando completamente da revista. De acordo com a comunicação interna, ela continuará atuando como diretora editorial global da Vogue e como diretora de conteúdo da Condé Nast, grupo que também publica outras renomadas revistas, como Vanity Fair, The New Yorker e GQ.
Desde que assumiu a liderança em 1988, Wintour se destacou como a editora-chefe que mais tempo permaneceu no comando da revista, sendo responsável por revelar talentos tanto nas passarelas quanto fora delas, como Marc Jacobs e Kate Moss. Um de seus grandes legados foi, em seu primeiro ano, ao trazer Madonna para a capa de maio de 1989, tornando-a a primeira cantora a figurar na capa da publicação – uma escolha polêmica que acabou se revelando um grande sucesso comercial.
Além de influenciar as tendências da moda americana nas décadas de 90 e 2000, a ex-editora-chefe também é reconhecida por suas iniciativas filantrópicas, tendo organizado uma das mais significativas campanhas de apoio ao tratamento da AIDS durante os anos 90.
Wintour é igualmente famosa por sua curadoria do aguardado Met Gala, evento que, todo mês de maio, reúne uma infinidade de celebridades vestindo trajes deslumbrantes em celebração à nova coleção do Museu Metropolitano de Arte de Nova York. Sua influência se estendeu além das páginas da revista e chegou ao cinema, quando Meryl Streep viveu uma versão inspirada em Wintour no aclamado filme “O Diabo Veste Prada”, lançado em 2006.