Assistir a “Olympo”, a mais recente produção espanhola da Netflix que se destaca entre as séries mais assistidas no Brasil, é um verdadeiro teste para os mais conservadores. Durante os episódios, é comum se pegar refletindo: “É realmente necessário tantas cenas de intimidade?”.
Localizada em um centro de treinamento de jovens atletas, “Olympo” retrata a rotina de promessas do esporte que batalham por suas conquistas, enquanto enfrentam dilemas típicos da adolescência e um mistério intrigante: como alguns atletas conseguiram aprimorar seus desempenhos de forma tão rápida e quase sem explicação?
Entre dramas e desafios, os protagonistas de “Olympo” encontram alívio nas relações sexuais. E não são apenas algumas; há uma abundância de cenas que, em sua maioria, parecem desnecessárias para a narrativa ou para o desenvolvimento dos personagens.
Com sequências sexualmente expressivas e uma direção que enfatiza os ângulos mais atrativos dos corpos dos atores, “Olympo” celebra a juventude de uma forma que parece destinada a satisfazer o desejo de uma audiência mais madura, que fantasia sobre vidas sexuais intensas e emocionantes, como as dos personagens.
Produzida pela mesma equipe de “Elite”, “Olympo” não se classifica nem mesmo como um guilty pleasure. Sua premissa carece de originalidade e a narrativa não consegue cativar. O que realmente chama a atenção é a beleza do elenco, que, embora atraente, não é particularmente carismática. Para quem busca uma desculpa para apreciar a estética de pessoas bonitas e nuas, mas ainda assim deseja uma trama que envolva minimamente, a Netflix oferece outras alternativas, como as produções mexicanas “Quem Matou Sara?” e “Fogo Ardente”.