Nos últimos tempos, os tratamentos estéticos à base de DNA de salmão têm atraído a atenção de diversas celebridades, tanto no Brasil quanto no exterior. Entre as personalidades que se renderam a esse método estão Virginia Fonseca, Juliana Paes, Tata Werneck, Kim Kardashian e Jennifer Aniston.
Vantagens e desvantagens: o que envolve o procedimento?
O componente conhecido como PDRN (Polideoxirribonucleotídeos) é utilizado para promover melhorias na pele. Extraído do DNA do esperma de salmão, acredita-se que o PDRN possua propriedades que ajudam a rejuvenescer, oxigenar e regenerar a pele.
Ao contrário do que alguns possam pensar, não se trata de aplicar peixe diretamente no rosto. “O PDRN é um ativo biológico, onde o DNA é isolado do sêmen do salmão, passando por um rigoroso processo de purificação antes de ser incorporado às formulações”, explica a biomédica esteta Viviane Rodrigues, responsável técnica pela Face Doctor.
Embora o tratamento tenha ganhado popularidade entre as celebridades, é fundamental ter cautela em relação a alergias. “Por ser um produto biológico derivado de frutos do mar, pessoas alérgicas devem ser avisadas sobre as possíveis reações adversas, sendo contraindicadas para este tipo de tratamento”, complementa a especialista.
Ausência de pesquisas: é legal no Brasil?
Na literatura médica, o PDRN tem aplicações que vão além da estética, sendo estudado em áreas como regeneração de tecidos, cicatrização de feridas e angiogênese, o que pode ajudar no tratamento de úlceras relacionadas ao diabetes, entre outras condições. No entanto, essas pesquisas ainda estão em andamento e não há definições conclusivas.
Quando se trata de estética, a capacidade regeneradora do PDRN pode ser benéfica para amenizar os efeitos do envelhecimento na pele. Especialistas afirmam que esse tratamento teve origem na Coreia do Sul, mas atualmente é utilizado em diversos países na forma injetável, devido à sua esterilidade.
No Brasil, em razão da carência de estudos conclusivos, preocupações com a segurança, riscos de reações alérgicas sérias e a falta de comprovação científica de seus benefícios, a Anvisa permitiu o uso do PDRN somente em aplicações tópicas, como drug delivery. Esse método consiste na administração de substâncias terapêuticas diretamente na pele de maneira precisa e controlada, utilizando tecnologias como microagulhamento ou lasers.