Gabi Roncatti dedica anos de sua vida a espalhar alegria e sorrisos por meio de seu trabalho voluntário em hospitais.
A trajetória dela inclui participações em programas como “Vade Retro” e “Troca Troca” da Globo, além de “Fantasia” no SBT. Contudo, atualmente, Gabi se empenha em proporcionar entretenimento de uma maneira diferente. Enquanto estava na televisão, ela já realizava atividades voluntárias em ambientes hospitalares.
A decisão de abandonar a carreira televisiva para se dedicar integralmente ao voluntariado foi um passo natural. “A transição ocorreu de forma tranquila. Desde jovem, fazia televisão, mas também atuava como voluntária em hospitais. Ao perceber o impacto real da palhaçaria terapêutica, mergulhei completamente. Hoje, meu coração pertence a esses lugares”, compartilhou em uma entrevista ao IG Gente.
Para Gabi, a combinação de arte e solidariedade é o melhor dos mundos. “Costumo dizer que o hospital é um palco oculto. A plateia pode ser pequena, mas é a mais especial que existe.”
Atualmente, ela é uma das responsáveis pelo projeto Rumo ao Riso, que começou em 2024 e atua em hospitais na Bahia e São Paulo, com o intuito de “transformar o ambiente hospitalar através da música, literatura, palhaçaria e presença”.
Junto com seu marido, o músico Landau, Gabi Roncatti também desenvolveu o espetáculo Rock + Humor. Essa iniciativa, que surgiu durante a pandemia, já está na sua quarta temporada e combina música com stand-up comedy.
Eles compuseram canções originais que são incorporadas nas intervenções hospitalares. “As músicas foram criadas para promover bem-estar, relaxamento e até alívio da dor. A música se tornou uma verdadeira aliada na terapia”, explicou.
Na visão da artista, a palhaçaria terapêutica possui um poder significativo. “Crianças que estavam relutantes em tomar medicação se acalmam, pacientes sem apetite voltam a se alimentar, e pessoas desanimadas recuperam seu ânimo. O riso é uma resposta biológica poderosa”, afirmou na entrevista.
No entanto, Gabi também enfrenta o desafio de encontrar maneiras de não levar para casa o que testemunha nos hospitais. “O maior desafio é lidar com nossas próprias emoções. Observamos muita dor real, que é bem diferente da ficção da televisão. É fundamental fazer terapia e contar com psicólogos para não carregar essa dor consigo”, concluiu.