Carlo Ancelotti é, sem dúvida, uma das figuras mais ilustres do futebol europeu, sendo reconhecido como o maior vencedor da história da UEFA Champions League, tanto em sua carreira como jogador quanto na de treinador. Ao longo de sua trajetória, que abrange várias décadas de atuação nos gramados e nas áreas técnicas, o técnico italiano conquistou um total de nove títulos na Champions League, embora nem todas essas vitórias tenham sido como treinador. O Lance! analisa as campanhas vitoriosas de Carlo Ancelotti na Champions League.
Desde seus dias como meio-campista do icônico Milan de Arrigo Sacchi até as memoráveis noites de glória à frente de clubes como Milan e Real Madrid, Ancelotti estabeleceu um legado indelével. Ele é celebrado não apenas por sua astúcia tática e carisma, mas também pela impressionante coleção de troféus que acumulou.
Antes de brilhar como treinador, Carlo Ancelotti já havia experimentado a glória europeia como jogador. Ele foi um meio-campista talentoso, com uma visão de jogo excepcional e habilidades de liderança, tornando-se uma peça fundamental do Milan bicampeão europeu no final da década de 1980. Sob a orientação de Sacchi, um dos pioneiros do futebol contemporâneo, Ancelotti conquistou duas edições consecutivas da antiga Taça dos Clubes Campeões Europeus:
1988–89: Milan 4×0 Steaua Bucareste (final)
1989–90: Milan 1×0 Benfica (final)
Naquela época, a competição ainda não era oficialmente chamada de “Champions League”, título que passou a ser utilizado a partir da temporada 1992–93. Entretanto, esses títulos têm um valor histórico equivalente à atual Champions, sendo reconhecidos pela UEFA como parte da história da competição.
Se como jogador Ancelotti já havia deixado sua marca, sua trajetória como treinador o levou a alcançar novos patamares e se tornar uma verdadeira lenda do futebol europeu. O primeiro grande capítulo de sua carreira no comando técnico foi escrito no mesmo clube onde havia se destacado como atleta: o Milan.
2002–03: Milan venceu a Juventus nos pênaltis em uma final totalmente italiana realizada em Old Trafford, Manchester.
2006–07: Milan derrotou o Liverpool por 2 a 1, em uma revanche da final de 2005.
Sob sua liderança, nomes como Maldini, Pirlo, Kaká, Shevchenko e Seedorf formaram um time talentoso e equilibrado, respeitado por sua organização tática e capacidade ofensiva.
A fama de Ancelotti se expandiu ainda mais com suas conquistas no Real Madrid, o clube mais vitorioso da história da Champions League. À frente da equipe merengue, o treinador italiano conquistou mais três títulos, solidificando sua posição como o técnico mais vitorioso da competição:
2013–14: A tão desejada “La Décima” do Real Madrid, com uma vitória de 4×1 sobre o Atlético de Madrid na prorrogação.
2021–22: Vitória por 1 a 0 sobre o Liverpool, com gol de Vinícius Júnior e uma atuação destacada de Courtois.
2023–24: Real Madrid superou o Borussia Dortmund na final de Wembley, garantindo a 15ª taça europeia com um triunfo de 2 a 0.
Com esses resultados, Carlo Ancelotti totaliza impressionantes nove títulos da principal competição de clubes da Europa, sendo:
2 como jogador do Milan (1989 e 1990)
2 como técnico do Milan (2003 e 2007)
3 como técnico do Real Madrid (2014, 2022 e 2024)
Ao todo, ele conquistou cinco taças como treinador, o maior número da história da Champions League, superando ícones como Bob Paisley (Liverpool) e Zinedine Zidane (Real Madrid), ambos com três títulos.
Além disso, Ancelotti é o único treinador a ter vencido a Champions League quatro vezes por clubes diferentes e o único a chegar a cinco finais com a mesma equipe (Real Madrid). Seu currículo é impressionante pela consistência e pela capacidade de se adaptar a diferentes elencos, culturas e estilos de jogo.
Mais do que números, a marca de Ancelotti está em sua habilidade excepcional de gerir vestiários repletos de estrelas com calma, respeito e confiança. Ele é considerado um gestor de pessoas exemplar, capaz de extrair o melhor de seus atletas em momentos cruciais.
Seu estilo sereno contrasta com o caos que muitas vezes permeia o futebol de elite, e talvez seja isso que o torna tão eficaz em finais: sua habilidade em manter a equipe focada, confiante e preparada para a decisão.