Em uma recente participação no podcast Pivotando, do SBT News, Whindersson Nunes, aos 30 anos, compartilhou uma novidade surpreendente: ele foi diagnosticado como superdotado. Durante a conversa, o humorista, que já retomou suas apresentações de stand-up, relatou que recebeu a confirmação de seu QI elevado enquanto estava internado em uma clínica de reabilitação no início do ano.
“Fiz um teste neuropsicológico e obtive um resultado que indicou um QI elevado, além de altas habilidades criativas, o que é bastante interessante. No entanto, também surgiram aspectos desafiadores: como compulsividade e impulsividade. Sou uma pessoa bastante impulsiva; para mim, tudo precisa ser feito imediatamente”, declarou.
Whindersson também abordou como essa impulsividade impacta sua vida diária, mencionando que frequentemente cancela compromissos. “Para mim, essa decisão é automática… É um reflexo da minha impulsividade que se manifesta na dúvida ‘vou ou não vou?’, e acabo optando pelo ‘não vou’, entende?”, disse ele.
Além disso, o humorista contou que, após receber o diagnóstico de superdotação, começou a entender melhor seus comportamentos escolares, como o desinteresse por algumas disciplinas e a paixão intensa por outras. Compreender sua maneira única de aprender e enxergar o mundo ajudou-o a reinterpretar experiências do passado.
De acordo com a visão da neurodiversidade, a superdotação é uma forma de funcionamento cognitivo que se expressa por um elevado nível de inteligência em áreas específicas. Indivíduos superdotados costumam apresentar uma profundidade de pensamento, uma sensibilidade aguçada e uma habilidade excepcional para aprender, processar e aplicar informações de forma rápida e original. Mais do que apenas absorver conhecimento, eles conseguem transformá-lo em soluções criativas e inovadoras, destacando-se em suas formas de pensar, sentir e se relacionar com o mundo.