A Polícia Federal convocou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para prestar depoimento no inquérito que investiga supostos crimes de coação no decorrer do processo e obstrução de uma investigação penal envolvendo a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Bolsonaro já está agendado para depor em uma investigação sobre o financiamento de seu filho, Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que atualmente é deputado federal licenciado e reside nos Estados Unidos.
Os dois depoimentos estão marcados para esta quinta-feira (5/6) na sede da PF em Brasília. O depoimento de Bolsonaro, relacionado ao caso do filho, foi solicitado pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, no contexto da investigação sobre a atuação de Eduardo junto ao governo do ex-presidente Donald Trump, buscando sanções contra autoridades brasileiras, incluindo Moraes.
Durante a oitiva, o ex-presidente deverá esclarecer sua relação com os fatos, uma vez que ele se declarou responsável pelo sustento do filho em território americano. Eduardo Bolsonaro também será chamado a depor, mas fará isso por escrito devido à sua permanência nos Estados Unidos. Carla Zambelli pode igualmente optar por prestar depoimento por escrito, já que se encontra fora do Brasil.
Além disso, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) já se apresentou à PF na segunda-feira (2/6). Farias foi o responsável pela ação que levou a Procuradoria-Geral da República (PGR) a solicitar a abertura do inquérito, que foi autorizada no dia 26 do mês passado.
No pedido de abertura, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que Eduardo Bolsonaro tem promovido publicamente sua atuação junto ao governo dos EUA, visando aplicar sanções contra os ministros do STF, especialmente Moraes, através da Lei Magnitsky.
Eduardo se afastou de suas atividades na Câmara dos Deputados em março, afirmando que está nos EUA para denunciar os alegados abusos do ministro Alexandre de Moraes. O PGR concluiu que há um tom intimidatório nas ações de Eduardo em relação aos agentes públicos envolvidos nas investigações e na ação penal.
Até o momento, uma das manifestações mais notórias de Eduardo na América foi a declaração do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Durante um discurso em 21/5, o deputado da Flórida, Cory Mills, mencionou a existência de uma suposta “censura generalizada” no Brasil e pediu sanções contra as autoridades brasileiras, afirmando que essa possibilidade está sendo considerada.
Fique por dentro das novidades do Brasil através do nosso canal de notícias no WhatsApp e no Telegram!