Nesta terça-feira (3/6), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou que as iniciativas que estão sendo discutidas com os presidentes do Congresso Nacional são “justas” e “sustentáveis”. O governo e o Congresso buscam resolver a situação criada pela decisão do Executivo de aumentar o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
“Vamos avaliar com os líderes a viabilidade e a pertinência das propostas. Estamos bastante confiantes de que elas são justas e sustentáveis”, afirmou Haddad. O detalhamento dessas medidas, no entanto, será feito apenas após uma reunião com os líderes partidários marcada para o próximo domingo (8/5).
A declaração surgiu após um encontro no Palácio da Alvorada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro Fernando Haddad e os presidentes do Senado e da Câmara, Davi Alcolumbre (União-AP) e Hugo Motta (Republicanos-PB), respectivamente. Também estiveram presentes a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, e outros líderes governamentais no Congresso.
O presidente Lula já havia antecipado a reunião em uma coletiva, onde enfatizou a importância de incluir representantes do Congresso nas discussões. “Eu sou a favor, e não tenho segredo, que antes de qualquer proposta que enviemos ao Congresso Nacional, precisamos reunir aqui as pessoas que são parceiras nesse processo: o presidente do Senado, o presidente da Câmara, os líderes dos partidos”, destacou.
Fernando Haddad também mencionou que a proposta alternativa para compensar o aumento do IOF deverá incluir um projeto de emenda à constituição (PEC), um projeto de lei (PL) e possivelmente uma medida provisória (MP). A questão tem sido debatida entre o governo e o Congresso desde que a elevação do IOF foi anunciada, um movimento que não foi bem recebido pelo mercado financeiro e por alguns parlamentares. A oposição, por sua vez, pressiona para que seja discutido um projeto de decreto legislativo (PDL) com o intuito de revogar a medida.
Na última quinta-feira (29/5), o presidente Hugo Motta informou que foi definido um prazo de dez dias para que o governo apresente uma alternativa. O ministro Fernando Haddad apressou o anúncio devido à viagem do presidente Lula à França marcada para a noite desta terça.