Recentemente, parlamentares de direita começaram a se pronunciar nas redes sociais em favor da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP), após ela anunciar sua saída do Brasil nesta terça-feira (3/6). Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão e à perda do mandato devido à sua participação na invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) foi um dos primeiros a comentar sobre a decisão da colega de deixar o país, com destino aos Estados Unidos e, posteriormente, à Itália, onde possui cidadania. “Ela é mais uma vítima da ditadura que assola o Brasil e agora se instala na Europa para continuar denunciando as atrocidades do consórcio”, publicou Jordy em sua conta no X.
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) também se posicionou, considerando Zambelli uma vítima da repressão. “Ela é um alvo marcado da ditadura da toga, que persegue opositores do governo Lula e políticos conservadores. Sua condenação ocorreu antes mesmo de um julgamento justo ser realizado”, afirmou.
Zanatta ainda comentou, em uma postagem no X, que “estamos vivendo tempos sombrios, onde deixar o país se torna um ato de sobrevivência frente a um STF que age de forma política e parcial”.
Além disso, o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) se juntou aos apoiadores, chamando Zambelli de uma “verdadeira guerreira”. “Ela, a mulher mais votada nas últimas eleições, é forçada a abandonar o Brasil que se tornou uma ditadura… Lutaremos para que todos que tiveram que deixar o país possam retornar às suas famílias quando esta tirania do STF for derrubada”, disse ele.
Após o anúncio da saída da deputada, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou a prisão preventiva de Zambelli, um pedido que foi encaminhado ao STF.
A parlamentar declarou que permanecerá na Europa, devido à sua cidadania europeia, e que planeja “denunciar a ditadura” que, segundo ela, domina o Brasil. “Vou me estabelecer na Europa. Tenho cidadania europeia, por isso me sinto tranquila. É importante frisar que não estou abandonando o país. Não é desistir, muito pelo contrário, é um ato de resistência. Quero voltar a ser a Carla que era antes das amarras impostas por essa ditadura”, afirmou.
A condenação de Zambelli foi resultado de uma análise da Câmara sobre seu envolvimento na invasão do sistema do CNJ. No site da Câmara dos Deputados, ela ainda é listada como parlamentar em exercício.