No último sábado (31/5), o Brasiliense conquistou uma vitória de 2 a 0 sobre o Luziânia no clube Agepol, em partida válida pelo Candangão Sub-20. Contudo, essa partida não deveria ter ocorrido, conforme estipulado pelo regulamento da competição.
O motivo é que o Luziânia não atendeu aos requisitos dos artigos 26 e 27, que determinam a responsabilidade do clube mandante em fornecer segurança, seja por meio de policiamento ou segurança privada, além de disponibilizar maqueiros e gandulas.
É importante destacar que a responsabilidade pela integridade das competições recai sobre o presidente da Federação de Futebol do Distrito Federal (FFDF), Daniel Vasconcelos, e o chefe dos delegados da arbitragem, Geufran Oliveira.
Apesar das reclamações intensas da equipe visitante durante e após o jogo, até agora, não houve qualquer pronunciamento da FFDF ou da Comissão Distrital de Arbitragem de Futebol (CDAF) sobre o incidente, nem informações sobre possíveis ações em resposta ao descumprimento das normas.
O árbitro principal, Caio Magalhães, juntamente com o delegado Rodrigo Paulino, permitiram que a partida começasse sem as mínimas condições de segurança, iluminação adequada e profissionais de campo necessários. Assim, a equipe mandante conseguiu não repor bolas e praticar cerca de 20 minutos de cera, além de adotar condutas antidesportivas, como a queda em campo sem a presença de médicos ou maqueiros para auxiliar os jogadores, tudo isso sem qualquer intervenção ou advertência por parte da arbitragem.
Somente após a insistência do Brasiliense, a equipe visitante, o que ocorreu na súmula da partida foi registrado pelo quarteto de arbitragem.
Histórico
Esta não é a primeira vez que a FFDF falha em suas responsabilidades durante o Candangão Sub-20. No início do campeonato, o Metrópoles destacou a ausência de ambulâncias, um fator que compromete a segurança dos atletas. Além disso, ao contrário de outros estados, a competição não possui transmissões, o que facilita a ocultação de situações preocupantes. Quando questionada pela reportagem, a assessoria de imprensa da FFDF, sob a direção de Haland Guilarde, declarou que a entidade se responsabiliza apenas pelo que é imprescindível no Regulamento Geral de Competições (RGC), não havendo necessidade de incluir tais obrigações no Regulamento Específico do Candangão.
Entretanto, conforme mencionado nos artigos 26 e 27, a responsabilidade de fornecer segurança, gandulas, maqueiros e condições adequadas de jogo é, sim, uma obrigação da equipe mandante, o que reforça a responsabilidade da própria FFDF segundo sua própria argumentação.
O espaço permanece aberto para qualquer manifestação ou esclarecimento por parte da Federação de Futebol do Distrito Federal.
Receba as últimas novidades do mundo esportivo diretamente no seu WhatsApp! Acesse o canal de notícias do Metrópoles no WhatsApp para ficar por dentro de tudo.
Para se manter atualizado sobre o que acontece no cenário esportivo e receber notícias diretamente no seu celular, entre no canal de esportes do Metrópoles no Telegram e siga nosso perfil de esportes no Instagram!