Especialistas do setor financeiro revisaram suas expectativas para a inflação de 2025, reduzindo a estimativa de 5,50% para 5,46% em relação à semana anterior. A meta estabelecida para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é utilizado como referência oficial para a inflação no país, é de 3%, com uma faixa de tolerância que varia entre 1,5% e 4,5%. Isso significa que, mesmo com a diminuição na previsão, os analistas ainda projetam que a inflação exceda o limite superior da meta.
Um mês atrás, a expectativa indicava um índice de 5,53%. Nos últimos 12 meses até abril, o IPCA registrou um aumento acumulado de 5,53%. Com esse ritmo de crescimento, o Brasil parece estar a caminho de mais um ano em que não conseguirá cumprir seus objetivos de inflação.
Em contrapartida, a expectativa de crescimento econômico para o Brasil neste ano foi ajustada para baixo. Economistas consultados pelo Banco Central (BC) indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 2,13%, levemente abaixo da projeção anterior de 2,14%.
Essas informações foram extraídas do relatório Focus, publicado nesta segunda-feira (2/6), que reúne as análises de mais de 100 especialistas do mercado financeiro em uma pesquisa semanal realizada pelo BC.
A previsão para a taxa Selic, a taxa básica de juros, permanece em 14,75% ao ano. O cenário das estimativas financeiras para os anos seguintes continua inalterado. Atualmente, a Selic está fixada em 14,75% ao ano, após o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central ter aumentado a taxa em 0,50 ponto percentual, marcando a sexta elevação consecutiva no ciclo de aperto monetário iniciado em setembro de 2024.
A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 17 e 18 de junho.