Em março de 2024, o jogador brasileiro Juan Jesus, que defende o Napoli, fez uma séria acusação contra o defensor Francesco Acerbi, vice-campeão da Champions com a Inter de Milão. Juan alegou que Acerbi proferiu insultos raciais, incluindo a frase “vá embora, negro, você é só um negro”. A Federação Italiana de Futebol (FIGC) decidiu absolver Acerbi, fundamentando sua decisão na falta de evidências concretas, conforme o juiz esportivo Gerardo Mastrandrea. Naquele momento, o zagueiro da Inter foi até retirado da seleção italiana.
Juan Jesus expressou sua insatisfação com o veredicto, revelando em uma declaração sua angústia em relação à resposta dada à situação. Ele declarou estar “sinceramente desanimado” com a conclusão de um incidente tão sério, ressaltando que sua intenção ao não interromper o jogo foi agir “como um cavalheiro”, esperando que sua postura fosse reconhecida e respeitada.
Ele alertou que, após esse desfecho, pessoas em situações semelhantes poderiam se sentir compelidas a agir de maneira diferente para se proteger e lutar contra a persistência do racismo. Juan não se sentiu amparado pela decisão, que, segundo ele, oscila entre reconhecer que a infração ocorreu e afirmar que não há certeza de sua natureza discriminatória, uma questão que, de acordo com a decisão, apenas ele teria percebido de maneira “de boa fé”.
O jogador expressou sua perplexidade sobre como uma declaração como “vá embora, negro, você é só um negro” não pode ser considerada ofensiva e discriminatória ao mesmo tempo. Ele questionou a razão pela qual houve tanta comoção na noite do incidente, se realmente se tratava de uma “simples ofensa”, que levou Acerbi a pedir desculpas, o árbitro a acionar o VAR e a partida a ser interrompida por mais de um minuto, enquanto seus companheiros tentavam interceder.
Juan também se mostrou confuso quanto à mudança de postura de Acerbi, que, após ser desconvocado da seleção nacional, alterou sua versão dos eventos em vez de negar imediatamente o que ocorreu durante o jogo.
O jogador lamentou o desfecho, que teme abrir um precedente perigoso para justificar comportamentos inaceitáveis. Em sua declaração, ele expressou a esperança de que essa situação triste sirva como um convite à reflexão sobre a gravidade do racismo no futebol.
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