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“O trabalho é meu único foco”, desabafa Marcos Oliveira no Retiro dos Artistas

Imagem: Filipe Pavão/UOL

Sem se prender ao passado, o ator Marcos Oliveira, de 69 anos, direciona seu olhar para o presente e o futuro. Desde que se mudou para o Retiro dos Artistas, um abrigo para artistas idosos na zona oeste do Rio de Janeiro, ele busca reorganizar sua vida diante de desafios financeiros e pessoais.

“Estava me sentindo muito desanimado e atolado em dívidas, sem produtividade e enfrentando um momento difícil desde dezembro”, revela.

A vida no Retiro dos Artistas é marcada por novas rotinas. Acompanhado de sua cachorrinha Lolita, Marcos reside em uma casa erguida com doações de Marieta Severo, de 78 anos. Ele se envolve em diversas atividades, mantém-se ativo e, quase aos 70 anos, decidiu voltar a estudar. “Minha rotina é tranquila. Estou cursando dublagem e espero, em seis meses ou um ano, me formar e iniciar minha carreira nessa área. O trabalho é tudo o que me resta na vida.”

Além das aulas, ele relata que tem viajado e participado de eventos, buscando se manter ocupado. “Estou aberto a novas oportunidades no cinema e publicidade. Não quero passar a vida à toa ou depender dos outros. Claro que todos precisamos da sociedade, amigos e familiares, mas quero ser produtivo. Não planejo trabalhar 12 horas por dia, mas seis ou sete horas de produção são viáveis… Quem sabe um dia retorno à TV.”

Mudou até seu visual, adotando um “topete ousado”, que, segundo ele, gerou opiniões divergentes: “alguns gostam, outros acham engraçado”, brinca. Embora conviva com muitos colegas no Retiro, Marcos não é de longas conversas. “Não tenho tempo para isso, querido. Minha vida é focada no trabalho. Alguns ficam apenas conversando, mas passar a vida falando é cansativo. Não tenho paciência para isso.”

Sobre a série “A Grande Família”, que o consagrou como o icônico Beiçola, ele reconhece sua relevância na televisão brasileira, mas expressa um certo ressentimento em relação à Globo. “Foi um marco na televisão, e eles relutam em admitir isso. É uma pena que em grandes empresas sempre haja quem queira puxar o tapete dos outros.”

Ele explica que a série chegou ao fim porque os roteiristas e parte do elenco desejaram se dedicar a novos projetos. “Agora, cada um segue sua própria trajetória. Mas, ao menos, deixamos nossa marca”, afirma, ressaltando que sua carreira é muito mais do que os 13 anos de série. “Sou um artista do teatro. Comecei cedo, aos 14 anos, fazendo teatro amador, percorri a Europa, trabalhei com Nelson Rodrigues, vim para o Rio e atuei em diversas áreas.”

Marcos recorda sua participação em “Lisbela e o Prisioneiro”, onde o diretor Guel Arraes o convidou para “A Grande Família”, inicialmente para dez episódios, mas acabou ficando um ano. “O público me acolheu, e foi o público que fez tudo isso acontecer, pois eu só tinha uma participação.”

Para o futuro, ele não alimenta grandes sonhos, apenas deseja trabalhar. “Viver é mais importante do que sonhar. O que vier, eu quero viver. Sonhar é algo etéreo. O que importa é a experiência concreta. É preciso estudar, aprender e seguir em frente. Sonhar é para quem não entende o que é evolução.”

Nos últimos anos, Marcos enfrentou sérias dificuldades financeiras e problemas habitacionais. Ele quase foi despejado devido a dívidas de aluguel e recebeu ajuda de colegas como Tatá Werneck. Com a doação de Marieta Severo, ele conseguiu se estabelecer no Retiro.

Recentemente, revelou que sua situação se complicou ainda mais após ser vítima de um golpe praticado por um homem que era seu assessor, que usou seus documentos para contrair empréstimos, resultando em uma dívida superior a R$ 300 mil. “Se não fosse por isso, meu nome não estaria sujo.”

“Fui enganado. Sou uma pessoa solitária e enfrentei muitos desafios. Claro que eu poderia ter uma vida melhor, mas não tive condições. Fiz um boletim de ocorrência e o caso foi para a Promotoria. Mesmo assim, ainda carrego uma dívida e, aos quase 70 anos, isso pesa. Mas vou continuar trabalhando, pois é o que quero. O resto é apenas trivialidades do cotidiano brasileiro.”

Embora esteja recomeçando, Marcos ainda lida com débitos, incluindo aqueles relacionados ao apartamento anterior. “Estou quitando o que devo. Deixei uma dívida e estou pagando.” Além disso, ele enfrenta custos fixos com saúde e bem-estar, recebendo menos do que antes. “Tenho despesas com fraldas e outros itens, e minha aposentadoria foi reduzida devido ao golpe.”

Ele também se defende de críticas maldosas sobre gastos excessivos ao longo da vida. “Já ouvi coisas como: ‘pare de gastar com homens, pare de ir a certos lugares’. Na verdade, cuidei apenas da minha saúde, o que sempre foi essencial. Mas as pessoas falam o que querem.”

“Tenho tantas outras coisas em mente. Não me importo com a opinião de alguns que não têm o que fazer. O que importa é a minha consciência e meu caráter. Sei que agi corretamente e sigo em frente… Estou enfrentando essa fase. C’est la vie, mas estou bem.”

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade