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Idosa não fumante descobre câncer de pulmão após queda acidental

Reprodução/Acervo pessoal

Cecília Monteiro, uma aposentada de 85 anos, recebeu a notícia de que tinha câncer de pulmão mais de um ano após a morte de seu marido, que também havia lutado contra a mesma doença. A descoberta do tumor ocorreu de maneira inesperada, após a idosa sofrer uma queda na área de serviço de sua residência. Apesar de nunca ter fumado, como seu marido, ela acabou desenvolvendo a enfermidade.

O acidente quase não levou a um diagnóstico. Após a queda, Cecília sentiu uma dor intensa, mas hesitou em procurar atendimento médico imediatamente. “Gritei por ajuda, mas percebi que o ferimento era apenas um corte pequeno na pálpebra inferior e decidi esperar. Fiquei em casa por três dias até que, preocupada por ter fraturado algo, fui ao hospital”, recorda.

Esse cuidado a levou a um diagnóstico precoce do câncer. Exames de tomografia revelaram nódulos em ambos os pulmões, sendo que um deles, no pulmão direito, era suficientemente grande para requerer atenção imediata. “Os médicos sugeriram que eu monitorasse o crescimento em vez de operar de imediato. Fiz exames a cada três meses, mas um ano depois optei pela cirurgia. Retiraram uma parte de 10 centímetros do meu pulmão direito, enquanto deixaram o esquerdo, por ser menor. Fiquei apreensiva, mas também grata por ter uma chance de tratamento que meu marido não teve”, diz Cecília.

Após a operação, os médicos informaram que não seria necessário realizar quimioterapia ou radioterapia, pois a biópsia indicou que seu tumor não era agressivo e poderia ser monitorado com exames regulares. Inicialmente, as tomografias eram feitas a cada três meses, depois passaram a ser semestrais e, atualmente, são anuais. Mesmo após dez anos do diagnóstico, Cecília continua a realizar os exames.

O falecimento de seu marido, o médico José Rômulo Avendaño Moreno, em 2014, ocorreu apenas alguns meses antes do diagnóstico de Cecília. Ele faleceu em decorrência de um câncer de pulmão já em estágio avançado. Embora José realizasse tomografias frequentes e soubesse sobre lesões não cancerígenas, os colegas decidiram não alarmá-lo, pois estavam cientes de que não havia opções de tratamento disponíveis.

“Descobrimos a gravidade da situação quando ele começou a ter dificuldades para respirar em casa. Fomos ao hospital e, após uma nova tomografia, foi constatado que ele já estava com metástase”, lembra Cecília. José não apresentava dores, mas sua fraqueza e falta de energia eram constantes. Cecília manteve o diagnóstico em segredo até o fim. “Quando a falta de ar se intensificou, ele precisou de um cilindro de oxigênio”, recorda.

Após ser levado em uma ambulância para o hospital, José foi internado em UTI particular, onde foi sedado. “No dia seguinte, o médico me informou que ele estava em estado terminal. O vi sofrer muito e, infelizmente, ele faleceu no mesmo dia”, lamenta.

O câncer de pulmão é o segundo mais comum no Brasil, representando cerca de 13% dos novos casos, conforme dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). O tabagismo é a principal causa, responsável por aproximadamente 85% dos casos diagnosticados. Além disso, a mortalidade entre fumantes é 15 vezes maior do que entre não fumantes, e quatro vezes superior entre ex-fumantes. Outros fatores de risco incluem a exposição à poluição do ar e histórico familiar de câncer.

Os sintomas do câncer de pulmão costumam aparecer apenas em estágios avançados, mas aqueles em fase inicial podem apresentar tosse persistente, dor no peito, cansaço extremo, entre outros. O diagnóstico é feito com base em sintomas, histórico familiar e exames como radiografia e tomografia.

Para casos localizados, o tratamento pode incluir quimioterapia e radioterapia. Nos estágios avançados, o tratamento é paliativo, enquanto a cirurgia é a escolha preferida quando possível.

Cecília, mesmo não sendo fumante, conviveu durante anos com o hábito do marido, o que pode ter contribuído para o surgimento da doença. O oncologista Márcio Almeida, de Brasília, explica que a exposição ao fumo passivo é um fator de risco significativo. “Cerca de 15% dos casos ocorrem em não fumantes expostos à fumaça do cigarro. Isso ressalta a importância de exames regulares em grupos de risco”, afirma Almeida.

Cecília enfatiza a necessidade de abandono do cigarro: “Deixar o cigarro para sempre. O cigarro leva ao câncer e o câncer leva à morte”, conclui.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade