“Toy Story 3”, que fez história ao se tornar o primeiro longa de animação a arrecadar mais de 1 bilhão de dólares nas bilheteiras, quase apresentou uma interpretação mais sombria, que foi descartada pelo diretor Lee Unkrich.
O que ocorreu
Uma das cenas mais memoráveis, onde os brinquedos enfrentam a ameaça de serem incinerados, estava prestes a ter um desfecho bem mais sombrio. A equipe de edição, em tom de brincadeira, criou uma versão onde os créditos apareciam antes que os bonecos conseguissem escapar do incinerador. Essa revelação foi feita por Unkrich e Adrian Molina, que, além de ser roteirista de “Viva: A Vida é Uma Festa”, atuou como artista de storyboard em “Toy Story 3”.
Na versão mais macabra, o público testemunharia os brinquedos de mãos dadas, encarando a morte coletivamente. De acordo com o diretor, essa versão eliminava completamente o final esperançoso, onde os bonecos são salvos pelos alienígenas de brinquedo que têm uma obsessão pela “garra”.
Houve uma proposta da equipe de edição para encurtar o longa, na qual todos os brinquedos simplesmente eram enviados para o incinerador. “Acho que foi uma brincadeira, mas realmente me surpreendeu”, comentou Molina.
A cena que foi mantida no filme original é considerada uma das mais emocionais da Pixar. “É um dos momentos que, mesmo nas situações mais desafiadoras, revela a essência dos personagens. Era uma passagem necessária para que eles pudessem compreender o que realmente importa”, refletiu Molina sobre a versão que chegou aos cinemas.