Nos últimos cinco anos, o Atlético elevou seus aportes nas categorias de base em quase 150%. Os dados foram apresentados na última sexta-feira (16) durante a divulgação do relatório financeiro do clube. Em 2020, o Galo destinava aproximadamente R$ 12 milhões para suas divisões de base. Já em 2024, esse montante subiu para R$ 30 milhões. Entre 2020 e 2024, o total investido nas categorias chegou a cerca de R$ 112 milhões, refletindo um crescimento anual composto (CAGR) de 20%.
Além disso, no ano passado, 10 dos 33 jogadores do elenco principal do Atlético eram formados nas categorias de base. Entre eles estão Gabriel Delfim, Gabriel Atila, Matheus Mendes, Rômulo, Rubens, Paulo Vitor, Alisson, Cadu, Caio Maia e Vitinho, sendo que quatro deles fizeram sua estreia profissional durante o ano.
Embora tenha havido um significativo investimento, o Atlético não concretizou vendas relevantes de atletas formados em sua base em 2024. A última negociação foi a do atacante Alisson, que se transferiu para o Shakhtar em fevereiro, por aproximadamente R$ 70 milhões.
Além disso, o clube obteve mais de R$ 10 milhões em receitas com o Manto da Massa 5, e com a nova Arena MRV, as receitas em dias de jogos aumentaram quase 80%. Uma audiência pública está programada para debater a criação de setores populares, sem cadeiras, no Mineirão. Em termos financeiros, o Atlético tem mais de R$ 190 milhões a receber em transferências, mas enfrenta quase R$ 300 milhões em dívidas a pagar.
A situação gera questionamentos sobre a gestão profissional da SAF, especialmente em relação aos atrasos. O técnico Cuca também está avaliando opções para substituir Cuello no ataque do Atlético para o clássico contra o Cruzeiro, sem declarar um favorito antes do confronto. O Cruzeiro, por sua vez, lançou uma camisa a preços mais acessíveis para seus torcedores. O narrador Galvão Bueno será responsável pela cobertura do clássico entre Cruzeiro e Atlético neste domingo (18).