Tanto o CEO do Atlético, Rubens Menin, quanto o dono da SAF do Cruzeiro, Pedro Lourenço, já manifestaram desejo de voltar a fazer o clássico entre os clubes com 50% de cada torcida. A possibilidade foi comentada pelo vice-governador de Minas Gerais, Mateus Simões, nesta quarta-feira (2), após reunião do governo do Estado com órgãos públicos, entidades gestoras do futebol e clubes de Belo Horizonte. Mateus não descarta a possibilidade, mas admite que as dificuldades e riscos são maiores.
Um fator que o gestor cita para avaliar o risco de casos de violência é o momento em que o jogo vai ocorrer. “A gente teve um Atlético e Flamengo (na final da Copa do Brasil de 2024) complicado porque o momento estava ruim. A gente estava com incidentes em vários lugares do Brasil. Essas coisas são também fruto de momento. Por isso que a nossa classificação de risco é uma classificação que você não consegue fazer sem estar vivendo o momento, o risco do jogo”, avalia.
Mateus Simões ressalta que o governo estadual não tem poder de vetar a realização do clássico com o Mineirão dividido ao meio e pode apenas fazer recomendações. Apesar de não descartar a possibilidade de realizar o clássico “50×50”, o vice-governador alerta para o risco mais alto que o evento apresentaria.
“Que é um agravamento do risco, não tem dúvidas. Um jogo 50 a 50 vai sempre parar ou no alto risco ou no risco crítico (dentro da nova classificação que o governo vai adotar para definir o risco de jogos). Se ele for crítico, a nossa condição de garantir segurança cai drasticamente, porque a insanidade tomou conta das pessoas. Então eu coloco 200 policiais a mais dentro do estádio”, explica.
Mateus resume o posicionamento do governo dizendo que, se os clubes quiserem fazer o clássico com ambas as torcidas, o governo do Estado buscará fazer sua parte. “Eu garanto a presença da polícia, com um efetivo muito maior”, pontua.
Cruzeiro x Atlético: governo não descarta torcida meio a meio, mas admite risco maior