Ao passar pelo entorno do Mineirão na noite desta quarta-feira (14/5), é possível observar uma típica operação de jogo de futebol, com alterações no tráfego, presença de policiais e ambulantes. No entanto, notou-se a ausência de algo importante: a agitação dos torcedores. Diante da impossibilidade do Cruzeiro se classificar para as oitavas de final da Copa Sul-Americana, a expectativa é de que menos de 15 mil fãs compareçam ao confronto contra o Palestino.
Os poucos torcedores que se dirigiam ao estádio cerca de duas horas antes do início da partida, que corresponde à 5ª rodada do Grupo E, compartilharam suas motivações para assistir ao jogo. Para Samira Luana, de 19 anos, apoiar o Cruzeiro, independentemente das circunstâncias, é uma questão de compromisso. “Estou sempre no Mineirão, no Independência, a qualquer dia ou hora, não importa o adversário ou a competição… O essencial é estar presente. Acredito que sou a que mais frequenta os jogos da Série B (risos)”, comentou a estudante.
Natural de Sete Lagoas, na região Central de Minas Gerais, Carlos Nunes, de 41 anos, vê a visita ao Gigante da Pampulha como uma chance de assistir a jogadores menos utilizados, especialmente os jovens da base. O preço acessível dos ingressos também foi um fator motivador. “Mesmo sem valer nada, decidi vir. Quero ver alguns garotos jogando, como o Kauã Prates, o Murilo Rhikiman, o Kenji… O Jardim (técnico) precisa dar chances a eles. Temos que revelar mais talentos. E o preço do ingresso hoje também é bom. R$ 30 é um valor razoável, ainda mais trazendo a família”, disse.
Atualmente, a Raposa, que foi vice-campeã da competição, comprometeu suas chances de avançar na última partida, que terminou em um empate de 1 a 1 com o Mushuc Runa. Antes disso, o time havia sido derrotado em seus três primeiros jogos.