O governo federal decretou estado de emergência zoossanitária nos municípios de Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim, localizados no estado de Santa Catarina, em resposta à detecção de um foco da doença de Newcastle em uma propriedade de aves comerciais na cidade de Nova Itaberaba. A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, que estabelece o período de 60 dias para a vigência da emergência, com o objetivo de intensificar as ações de controle, contenção e erradicação da enfermidade na região afetada.
Segundo informações do Ministério da Agricultura e Pecuária, o foco da doença foi confirmado na segunda-feira, dia 19 de outubro, após investigação epidemiológica que identificou a presença do vírus em um estabelecimento dedicado à produção de aves de corte, especificamente perus, na cidade de Nova Itaberaba. A confirmação ocorreu no domingo, dia 18, após análises laboratoriais realizadas pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo, que é referência na análise de doenças aviárias no país. A descoberta do foco levou à imediata interdição do estabelecimento pelo Serviço Veterinário Oficial de Santa Catarina, com a suspensão total da movimentação de aves e produtos derivados, a fim de evitar a disseminação do vírus.
O estabelecimento afetado foi submetido a medidas de contenção, incluindo a aplicação de protocolos de biossegurança e a implementação de ações de erradicação, seguindo as diretrizes estabelecidas no Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle. Essas ações visam impedir a propagação do vírus para outras regiões, além de proteger a saúde animal e evitar impactos econômicos na cadeia produtiva avícola do estado e do país.
O Ministério da Agricultura também comunicou a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e os parceiros comerciais do Brasil sobre a ocorrência, em conformidade com os compromissos internacionais de transparência sanitária. A doença de Newcastle, causada por um vírus virulento do paramixovírus aviário do sorotipo 1 (APMV-1), é uma enfermidade que acomete aves domésticas e silvestres, podendo causar altas taxas de mortalidade e prejuízos econômicos significativos para o setor avícola.
A ocorrência em Santa Catarina representa uma preocupação relevante para as autoridades sanitárias brasileiras, que reforçam a importância de ações rápidas e coordenadas para conter a expansão do vírus. A investigação epidemiológica, conduzida pelo serviço veterinário estadual, foi fundamental para a identificação do foco, que agora está sob vigilância intensificada, com monitoramento constante e medidas de biossegurança reforçadas em toda a região afetada.