O assassinato da estudante Aline Silveira Soares, ocorrido há 25 anos na cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais, será tema de uma nova produção documental da plataforma Disney+. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo no último domingo (18), destacando o interesse da emissora em explorar detalhes e novas descobertas relacionadas ao caso, que permanece sem autoria definida desde o crime.
Segundo Monica Albuquerque, responsável pela área de Conteúdo Local da Disney+, a produção contará com materiais de pesquisa e descobertas recentes que podem oferecer uma nova perspectiva sobre o episódio. Ela afirmou que o caso, que até hoje permanece sem resolução conclusiva, possui elementos que podem ajudar a esclarecer pontos obscuros e gerar uma compreensão mais aprofundada do ocorrido. “Esse caso ficou mal resolvido. A gente tem material de pesquisa e novos achados que podem trazer uma luz diferente”, declarou Albuquerque.
O crime aconteceu em 14 de outubro de 2001, quando Aline Silveira Soares, então com 18 anos, viajava para Ouro Preto acompanhada de uma prima e uma amiga. Elas estavam participando da Festa do Doze, evento universitário que celebra o aniversário da Escola de Minas da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), realizado por volta do dia 12 de outubro. Aline, estudante de Farmácia, foi brutalmente assassinada no cemitério da Igreja de Nossa Senhora das Mercês e Misericórdia, onde foi encontrada morta após sofrer tortura e múltiplas perfurações.
O corpo de Aline foi localizado nu, sobre uma lápide, com sinais de violência sexual, braços abertos e pés sobrepostos, numa postura que remete à crucificação. Ela apresentava 15 perfurações, incluindo um corte de aproximadamente dez centímetros no pescoço, evidenciando a violência do ataque. O crime chocou a comunidade local e gerou uma série de investigações que, até hoje, não resultaram na identificação do responsável.
Durante as investigações, a polícia chegou a apontar cinco suspeitos, que tiveram a prisão preventiva decretada. Em fevereiro de 2003, três desses suspeitos foram presos, mas conseguiram deixar a prisão após a concessão de habeas corpus, enquanto os outros dois não chegaram a ser detidos. Uma das hipóteses levantadas na época foi a de que o crime poderia ter relação com um ritual envolvendo um jogo de interpretação de personagens conhecido como Role Playing Game (RPG), uma linha de investigação que, contudo, não resultou em condenações ou conclusões definitivas.
Passados 25 anos, o caso permanece sem autoria confirmada, mantendo-se como uma das pendências mais marcantes da criminalidade na região. A nova produção da Disney+ pretende abordar o episódio de forma aprofundada, apresentando materiais de pesquisa e revelando possíveis novas descobertas que possam contribuir para o entendimento do que realmente ocorreu naquela ocasião. A iniciativa busca resgatar a história de Aline e oferecer uma nova perspectiva sobre um crime que, até hoje, permanece sem resolução definitiva.