O Papa Leão XIV anunciou nesta segunda-feira, dia 19 de outubro, que retomará sua agenda pública nesta quarta-feira, dia 21, aproximadamente uma semana após passar por uma cirurgia para a retirada de um tumor no pulmão. A confirmação da retomada das atividades foi divulgada pelo Vaticano e indica que o pontífice participará da audiência geral na Praça de São Pedro, localizada na Cidade do Vaticano.
A participação do Papa na audiência marca um passo importante em seu processo de recuperação, uma vez que, até o momento, não foram divulgados detalhes específicos sobre o formato de sua participação, como a possibilidade de realizar o tradicional trajeto no papamóvel diante da multidão ou se permanecerá em uma área mais reservada. Além disso, o Papa ainda não retornou à sua residência oficial em Castel Gandolfo, permanecendo no Vaticano para continuar o período de recuperação, que está previsto para durar aproximadamente dez dias.
A cirurgia a que foi submetido Leão XIV teve como objetivo a retirada de um tumor no pulmão, procedimento que ocorreu em um momento de atenção à sua saúde, mas sem impedir o retorno às atividades públicas. A notícia de sua recuperação e de sua participação na audiência geral traz alívio para a comunidade católica e para o público mundial que acompanha suas atividades.
Na mesma segunda-feira, o Vaticano informou que o Papa manteve contato telefônico com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky. Durante a conversa, Leão XIV abordou a crise humanitária na região de Oleshky, situada na área de Kherson, no sul da Ucrânia. O pontífice reforçou a necessidade de uma trégua para facilitar a chegada de ajuda humanitária, incluindo alimentos e medicamentos, além de garantir a evacuação segura de civis.
Este pedido de cessar-fogo já havia sido feito ao presidente russo, Vladimir Putin, na sexta-feira, dia 16, quando Leão XIV ainda se encontrava internado. Segundo informações do Vaticano, a situação na região de Kherson é grave, com cerca de 2 mil pessoas, incluindo aproximadamente 50 crianças, enfrentando a falta de recursos básicos como água, eletricidade, medicamentos e ambulâncias.
A destruição de uma ponte, ocorrida em 2022, e a presença de minas terrestres nas estradas dificultam ainda mais a saída da população local, agravando a crise humanitária. A complexidade do conflito e os obstáculos logísticos dificultam a evacuação e o acesso às áreas afetadas, tornando a intervenção internacional ainda mais urgente.
Este cenário reforça o papel do Papa como mediador e defensor da paz, além de evidenciar a continuidade de suas atividades após o procedimento cirúrgico, sinalizando sua disposição de engajamento em questões humanitárias e diplomáticas de grande relevância internacional.