A partir das 17h deste domingo, 4 de novembro, quando se encerra o horário de votação nas seções eleitorais brasileiras, qualquer eleitor terá a oportunidade de atuar como fiscal na conferência dos resultados da eleição. A iniciativa, que visa ampliar a transparência do processo eleitoral, foi confirmada pelo secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), Michel Kovacs, e é válida para todo o território nacional.
Após o fechamento das urnas eletrônicas, cada uma delas gera um documento conhecido como Boletim de Urna. Este relatório impresso apresenta informações detalhadas sobre o resultado daquela seção eleitoral específica, incluindo o número total de votos apurados, a quantidade de votos recebidos por cada candidato, além do total de votos brancos e nulos. Cada Boletim de Urna contém também um QR Code, uma tecnologia que permite a captura digital dos dados contidos no documento.
Esses boletins são impressos em cinco vias, que são recolhidas e afixadas em locais de fácil acesso e visibilidade dentro das próprias seções eleitorais, garantindo transparência e facilidade de fiscalização por parte do público. Segundo Kovacs, esses documentos representam um procedimento público, estando disponíveis na porta de cada seção eleitoral para consulta de qualquer cidadão interessado.
Para ampliar ainda mais o controle social, os eleitores podem utilizar o aplicativo “Boletim na Mão”, disponível para download em dispositivos móveis. Através dele, é possível escanear o QR Code de qualquer Boletim de Urna, capturando os dados de forma rápida e prática. Além disso, o mesmo recurso está acessível no aplicativo oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o e-Título, na seção de “mais opções”. Essa funcionalidade permite ao eleitor capturar quantos boletins desejar, facilitando a comparação dos resultados impressos com as informações disponíveis no site oficial do TSE, que publica os dados de totalização de votos.
O secretário de Tecnologia da Informação do TRE-RJ destaca que, ao capturar os dados dos boletins, o eleitor pode atuar como um fiscal da eleição, uma vez que a totalização dos votos é a soma de todos esses documentos. Essa prática, que vem sendo adotada desde 2008, já demonstrou sua eficácia ao longo dos anos, uma vez que, até o momento, nenhuma divergência foi apontada entre os resultados publicados pelo TSE e as informações capturadas pelos cidadãos.
Kovacs reforça que essa iniciativa representa uma forma acessível, prática e eficiente de auditar o processo de totalização dos votos, contribuindo para a transparência e credibilidade do sistema eleitoral brasileiro. A possibilidade de fiscalização direta por parte do eleitor reforça o compromisso do Tribunal com a integridade do pleito, promovendo maior confiança na apuração dos resultados finais.
A medida é parte de um esforço contínuo do TSE para fortalecer a transparência e a participação cidadã no processo eleitoral, garantindo que a apuração seja acompanhada de perto por quem deseja exercer seu papel de fiscalizador. Desde 2008, quando os resultados passaram a ser publicados na internet, nenhuma divergência foi registrada, o que reforça a confiabilidade do sistema de totalização baseado nos boletins impressos e digitalizados.
Essa iniciativa reforça a importância da participação cidadã na fiscalização do processo eleitoral, promovendo maior transparência e segurança na apuração dos votos, além de incentivar o engajamento da sociedade na fiscalização do pleito.